Reforma da UPA do Jardim do Sol deve ser concluída apenas em 2027
Obra terá investimento total de cerca de 6 milhões de reais; atendimento segue provisoriamente no antigo Mater Dei
A reforma da UPA do Jardim do Sol, em Londrina, ainda vai levar tempo para ser concluída. Segundo a secretaria municipal de saúde, a primeira fase da obra, com investimento de R$ 1,6 milhão em infraestrutura, tem entrega prevista até o fim deste mês. No entanto, o prédio apresenta danos estruturais graves, o que impede o retorno imediato dos atendimentos ao local.
Por isso, a prefeitura prepara a licitação da segunda fase da reforma, que inclui troca de portas e janelas, pintura e reestruturação completa do prédio. O custo total da obra deve chegar a aproximadamente 6 milhões de reais. A secretária de Saúde, Vivian Feijó, informou que já recebeu sinalização de apoio do governo do estado, por meio do secretário Beto Preto.
Enquanto isso, os atendimentos seguem funcionando no antigo Hospital Mater Dei, onde mais de 800 pessoas são atendidas diariamente. De acordo com a secretária, o espaço é humanizado e conta com reforço de profissionais para garantir a qualidade do atendimento.
A licitação da segunda fase deve ocorrer ainda este ano, mas o retorno da UPA do Jardim do Sol ao prédio original só é esperado para 2027, já que o processo licitatório pode levar de quatro a seis meses.
Sobre os Prontos Atendimentos das zonas norte e leste, Vivian Feijó informou que houve avanço recente, com a assinatura de aditivos e a liberação de recursos para equipamentos e enxoval, somando cerca de 4 milhões de reais, repassados em dezembro. As duas unidades estão em fase de construção e devem ser as primeiras a serem entregues.
Já o PAM da zona sul enfrenta atraso maior. A obra está com cerca de 67% de conclusão e foi impactada por problemas ambientais no início da execução, relacionados à poda de árvores. A unidade seguirá o mesmo cronograma das demais após a conclusão da parte estrutural.
A secretária evitou cravar datas para a abertura dos novos serviços, destacando que ainda dependem da entrega de equipamentos, mobiliário e da contratação de equipes. Segundo a pasta, cada nova unidade deve gerar um custo mensal de cerca de R$ 1,6 milhão para funcionamento.
A prefeitura afirma que o compromisso é ampliar a rede de atendimento em saúde com responsabilidade administrativa e garantir que os novos espaços sejam entregues com estrutura adequada e profissionais suficientes para atender à população de Londrina.