Secretaria de Saúde divulga nota técnica sobre prevenção da gripe em crianças e adolescentes
De acordo com a Sesa, apesar do período propício para estas infecções, os números de 2022 revelam uma situação diferenciada, com registros acima do esperado.
Com o inverno chegando e a queda nas temperaturas, cresce a circulação dos vírus que causam as infecções respiratórias agudas, especialmente em crianças e adolescentes. E para tentar conter o avanço dos casos neste público, a Secretaria Estadual de Saúde publicou uma Nota Técnica com uma série de recomendações para evitar a transmissão da gripe e outras doenças virais.
De acordo com a Sesa, apesar de ser um período propício para estas infecções, os números de 2022 revelam uma situação diferenciada, com registros acima do esperado. Além da Covid, houve a epidemia de H3N2 e o aumento dos casos de gripe, antes do que normalmente ocorrem. E, segundo a pasta, entre os vírus que mais circulam atualmente no estado, estão o SARS-CoV-2, que causa a Covid, o Rinovírus e o Influenza.
Os dados divulgados pela Secretaria, mostram que quase 1.700 crianças de 0 a 4 anos foram hospitalizadas no estado, por causa da doença, entre janeiro e abril. Número quase quatro vezes maior que o registrado em 2019. Na Nota Técnica, a Sesa orienta pais ou responsáveis por crianças e adolescentes sobre alguns cuidados nos ambientes comuns e na higiene para evitar o contágio ou a transmissão do vírus.
A primeira recomendação, já bastante conhecida por conta da Covid, é manter o distanciamento social e evitar aglomerações. Outra orientação é deixar os ambientes bem ventilados e, claro, manter as mãos limpas. Sem falar nos abraços, beijos e apertos de mãos, que devem ser evitados. Na lista dos cuidados, outra dica é higienizar com frequência os brinquedos e não compartilhar talheres, toalhas, pratos, copos e garrafinhas.
Se a criança apresentar sintomas gripais, a recomendação é que ele não vá à escola até que melhore. Apesar de todas essas orientações, o mais importante, segundo a Sesa, são as vacinas, tanto a da Influenza quanto a da COVID-19.
No caso dos bebês e crianças menores de dois anos, o risco de quadros graves e de internação é maior. Por isso, a Secretaria pede ainda mais atenção para os lugares fechados e as aglomerações. E se receber visitas em casa, se certifique que elas não estão com sintomas gripais.