SEGUNDA, 12/01/2026, 07:05

Aos 74 anos e viúvo, psicólogo de Apucarana é ordenado padre

Henrique Benevenuto também é professor, tem dois filhos e após o falecimento da esposa decidiu seguir sua vocação

Aos 74 anos, Henrique Benevenuto mostra que é possível realizar sonhos. O morador de Apucarana, no norte do Paraná, é psicólogo, professor, tem dois filhos e após ficar viúvo decidiu seguir sua vocação.

Henrique foi ordenado padre na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes no final do ano passado, e celebrou sua primeira missa no dia 1º de janeiro de 2026.

O padre contou que a família dele sempre foi muito católica, que o irmão mais velho chegou a ingressar no seminário, e foi assim que também despertou em seu coração o desejo da vida religiosa.

Quando jovem, Henrique resolveu entrar seminário, mas desistiu, se formou em psicologia, se especializou, e retornou ao seminário como professor.

Henrique conheceu Teresinha Braga de Oliveira, com quem se casou. Os dois criaram os filhos, viveram felizes, mas ele nunca deixou de atuar na igreja. Henrique era diácono e após o falecimento da esposa resolveu realizar o antigo sonho.

O padre vai conseguir conciliar a vida religiosa com a psicologia, com atendimentos na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, e vai continuar atuando no Movimento Renascer, que é um grupo católico que promove encontros de espiritualidade para jovens e adultos, focado no encontro pessoal com Deus, com atividades que incluem oração, adoração ao Santíssimo e temas como autoajuda e reintegração social, onde presta acompanhado aos participantes há 30 anos.

O padre destacou a importância de seguir a vocação e garante que não tem idade para realizar os sonhos.

A Igreja Católica permite a ordenação de homens viúvos ao sacerdócio no rito latino, desde que certas condições sejam atendidas, como por exemplo, que não tenha filhos menores ou dependentes sob seus cuidados diretos. O bem-estar e a criação dos filhos devem estar adequadamente garantidos e resolvidos antes da ordenação.

Por Silvia Vilarinho

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