Reajuste de servidores de Londrina segue sem definição e gera cobrança do Sindserv
Prefeitura ainda não enviou projeto à Câmara para reposição de 4,3%; impasse sobre licença-prêmio e inclusão do primeiro escalão também marcam as negociações
Passada a data-base de fevereiro, o prefeito Tiago Amaral (PSD) ainda não oficializou como será efetuado o pagamento da recomposição salarial dos servidores municipais de Londrina. O índice de 4,3%, correspondente à inflação acumulada nos últimos 12 meses, deveria ter sido aplicado neste mês, mas o projeto de lei correspondente ainda não deu entrada na Câmara Municipal.
O Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) confirmou, via nota, que a reposição permanece em estágio de negociação. Embora o índice tenha sido consolidado no dia 10 de fevereiro e uma primeira reunião já tenha ocorrido, a categoria cobra celeridade da administração para que o envio ao Legislativo não sofra novos atrasos.
Além do reajuste inflacionário, a pauta inclui a Licença-Prêmio. Segundo a prefeitura, o tema passa por análise orçamentária para viabilizar um modelo de pagamento que seja, simultaneamente, ágil e organizado. O Sindserv aguarda a convocação de um novo encontro para avançar no tema, mantendo a postura de defesa dos direitos adquiridos da categoria.
O histórico da negociação remete ao segundo semestre de 2025. Durante a elaboração do Plano Plurianual (PPA) 2026-2029, a gestão cogitou o parcelamento do reajuste. A proposta, contudo, foi retirada após forte pressão do funcionalismo, abrindo caminho para o diálogo atual.
Para custear o impacto financeiro da folha, a administração municipal planeja utilizar a economia gerada pela redução dos repasses do Imposto de Renda à Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml). A alteração no plano previdenciário foi aprovada no final do ano passado e é vista como a principal alternativa para garantir o fluxo de caixa necessário.
Diferente do cenário atual, no primeiro ano do mandato de Tiago Amaral, o projeto de reajuste (então de 4,17%) foi encaminhado e aprovado ainda em fevereiro. Naquela ocasião, o prefeito também foi contemplado pela reposição, ao contrário dos secretários e do vice-prefeito. A expectativa nos bastidores da Câmara é que, neste novo projeto, o primeiro escalão do governo também seja incluído no índice de 4,3%.