TERCA, 24/02/2026, 16:56

Proposta de emenda adia votação de recomposição salarial na Câmara de Londrina

Medida protocolada pela vereadora Michele Thomazinho sugere manter recomposição de 4,3% apenas para servidores; impacto anual da proposta original supera R$ 2,7 milhões

A Câmara Municipal de Londrina (CML) retirou da pauta da sessão desta terça-feira (24) a segunda votação do projeto de lei que prevê a recomposição salarial de 4,3% para vereadores e servidores do Legislativo. O adiamento ocorreu após o protocolo de uma emenda que propõe restringir a recomposição salarial exclusivamente ao quadro de funcionários da Casa, excluindo os parlamentares do benefício.

A autoria da emenda é da vereadora Michele Thomazinho (PL). Segundo a parlamentar, o recuo na votação também se deve ao período de adaptação dos vereadores às recentes mudanças no Regimento Interno da CML, o que teria impactado a organização da pauta.

Com o novo protocolo, o presidente do Legislativo, Emanoel Gomes (Republicanos), encaminhou a matéria à Comissão de Justiça. A expectativa é que o parecer técnico seja emitido nos próximos dias, permitindo que o tema retorne ao plenário na sessão marcada para o dia 26 de fevereiro.

O índice de 4,3% corresponde à inflação acumulada nos últimos 12 meses. Caso a proposta original seja aprovada sem as alterações sugeridas por Thomazinho, o impacto financeiro nas contas públicas em 2026 poderá ultrapassar a marca de R$ 2,7 milhões.

Pela proposta original, o salário do presidente da Câmara passaria de R$ 16.462,22 para R$ 17.170,10. Já o salário dos demais vereadores iria de R$ 14.157,50 para R$ 14.766,27.

A discussão agora centraliza-se na viabilidade política de manter a recomposição inflacionária anual para os parlamentares em um momento de atenção aos gastos públicos, enquanto a Comissão de Justiça avalia a constitucionalidade da emenda apresentada.

Por João Gabriel Rodrigues

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