Empresários de Londrina mantém confiança acima da média estadual no primeiro semestre de 2026
Apesar do índice maior do que cidades do mesmo porte, o ano eleitoral influencia o otimismo empresarial, que recuou em relação ao final de 2025
Os empresários de Londrina iniciaram o primeiro semestre de 2026 com 32,2% de expectativas favoráveis, segundo a Pesquisa de Opinião do Empresário do Comércio, elaborada pela Fecomércio PR em parceria com o Sebrae/PR. Embora o índice esteja entre os mais elevados do estado e acima da média estadual (28,7%), houve recuo frente ao semestre anterior, quando o percentual era de 36,4%.
Além das projeções positivas, outros 23,4% entre os empresários da cidade avaliam que o desempenho será estável. Já 33,3% ainda não definiram suas expectativas, enquanto 11,1% projetam cenário desfavorável. De acordo com a pesquisa, Curitiba e Região Metropolitana concentram o maior índice de otimismo no Paraná, com 33,5%. Londrina aparece com maior índice entre as cidades do interior, com 32,2%, à frente de cidades como Maringá, que teve 20,8% e Ponta Grossa, com 15,8%.
Segundo o gerente regional do Sebrae, Rubens Negrão, a queda na expectativa positiva entre o empresariado londrinense em relação ao semestre anterior é um reflexo do ano eleitoral, que tende a gerar mais cautela nas ações e investimentos das empresas.
Na avaliação de Negrão, o índice de otimismo maior em Londrina em relação a outras cidades do Estado se deve ao ambiente de negócios do município, a chegada de novos empreendimentos e investimentos em infraestrutura por parte dos governos municipal e do Estado.
Apesar do cenário mais positivo em Londrina em relação a outras cidades do interior, o empresariado terá desafios pela frente em 2026. A carga tributária foi mencionada como uma dificuldade por 43,2% dos empresários, com forte alta em relação ao semestre anterior.
A falta de mão de obra qualificada surge como um dos gargalos estruturais mais relevantes. Com 35,1% das menções, e alta de 4,5 pontos percentuais em relação ao semestre passado, figura entre os níveis mais elevados dos últimos 12 anos, segundo a pesquisa.
Apesar do ambiente mais cauteloso, a pesquisa mostra que 30,6% dos empresários vão investir na empresa no primeiro semestre. Entre os que planejam investir, as principais áreas apontadas são reforma e modernização das instalações, aquisição de máquinas e equipamentos, propaganda e marketing e capacitação da equipe.