Secretaria de Saúde firma parceria com a Santa Casa para desafogar demanda de síndromes gripais no Pronto Atendimento Infantil
Município contratou 50 consultas por dia junto ao Hospital Infantil para o remanejamento de pacientes do PAI quando houver superlotação
A Secretaria Municipal de Saúde fechou uma parceria com a Santa Casa de Londrina para ampliar a rede de atendimento a crianças com síndromes gripais na cidade. Por meio do acordo, foram criadas 50 consultas diárias para o remanejamento de pacientes do PAI para o Hospital Infantil quando houver superlotação na unidade municipal. A superintendente da Santa Casa, Ana Paula Cantelmo Luz, explicou que os pais precisam continuar procurando o Pronto Atendimento Infantil com os filhos doentes, e que caberá às equipes do PAI realizarem o encaminhamento quando for necessário.
Nas últimas semanas, o PAI tem atendido, por dia, cerca de 500 crianças com suspeita de gripe. Em razão disso, a unidade tem ficado superlotada principalmente durante a noite. A secretária de Saúde, Vivian Feijó, espera que o reforço em relação às consultas ajude a suprir parte da demanda. Para a próxima semana, uma parceria semelhante, para a criação de 30 atendimentos diários a crianças no Hospital Evangélico, deverá ser anunciada pelo município, além de outras medidas, conforme destacou a secretária.
Além do reforço de consultas, o município tem trabalhado na criação de leitos nos hospitais terciários para o atendimento de pacientes com as chamadas síndromes respiratórias agudas graves. De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, 56 pacientes, sendo 29 adultos e 27 crianças, estavam internados em tratamento nas unidades até a semana passada. As doenças respiratórias também já causaram a morte de 16 pessoas na cidade desde o início do ano. O prefeito Tiago Amaral garantiu que o município está em alerta.
A secretária de Saúde lembrou ainda que a população também precisa fazer a parte dela. A principal ação preventiva, que é a vacinação contra a influenza, está em andamento, mas, até agora, menos da metade dos públicos-alvo, entre eles justamente as crianças menores de 6 anos e os idosos, se imunizaram.