Polícia Civil prende envolvidos em crimes de estelionato e lavagem de dinheiro em Londrina
A Operação Couraça foi realizada também em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Piauí
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a Operação Couraça, para desarticular uma organização criminosa envolvida em estelionatos e lavagem de dinheiro, com quatro alvos em Londrina.
A operação também foi realizada em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Piauí. O delegado Osvaldo Moreira da delegacia de Defraudações informou que com o apoio técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro, foi possível identificar a estrutura de atuação do grupo criminoso.
Os suspeitos atuavam de forma estruturada, com divisão de tarefas e emprego de múltiplas modalidades de fraude. Os golpes aplicados pela quadrilha são:
Falso boleto, com a emissão e encaminhamento de boletos fraudulentos às vítimas, simulando cobranças legítimas, com a finalidade de induzi-las ao pagamento em favor da organização criminosa.
Golpe do anúncio clonado em plataforma de comércio eletrônico, com clonagem de anúncios reais de venda de veículos, com atuação do suspeito como falso intermediário da negociação, ludibriando simultaneamente vendedor e comprador e direcionando o pagamento para contas indicadas pelo grupo.
Falso resgate de pontos de cartão com contato com a vítima sob a falsa identidade de representante de operadora de cartão de crédito, informando a existência de pontos a resgatar. Mediante envio de links maliciosos, o grupo obtém acesso remoto aos aparelhos celulares das vítimas, possibilitando a captura de dados e a realização de transações financeiras indevidas.
Ainda de acordo com o delegado, em um ano de investigação, a polícia descobriu que a organização criminosa movimentou o montante de R$ 9.103.614,67 (nove milhões, cento e três mil, seiscentos e quatorze reais e sessenta e sete centavos).
Em Londrina existiam quatro alvos. Dois homens foram presos e dois são considerados foragidos.
No total foram identificados e indiciados 24 suspeitos, que moram em São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Piauí.
As investigações continuam. A operação realizada em Londrina contou com apoio de policiais do setor de homicídios e da Denarc.