QUINTA, 10/09/2026, 10:53

Após oito adiamentos, júri do caso Eduarda Shigematsu está mantido para a próxima quarta-feira

Advogados de Ricardo Seidi, acusado de matar e enterrar o corpo da própria filha, em Rolândia, voltaram a fazer questionamentos antes da sessão, mas juíza garantiu que todos os pedidos da defesa já foram atendidos

A juíza substituta Maria de Lourdes Araújo, do Tribunal do Júri de Maringá, vai ser a responsável por presidir a sessão que, na próxima quarta-feira, dia 16 de setembro, a partir das 8h, terá, no banco dos réus, Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia, pai e avó, respectivamente, da menina Eduarda Shigematsu. O homem é acusado de matar a menina por asfixia e, posteriormente, enterrar o corpo dela, em Rolândia, em abril de 2019. Já Terezinha responde como cúmplice do próprio filho. Os dois negam as acusações.

Os advogados de Ricardo voltaram a fazer questionamentos em relação à realização do júri popular, mas boa parte dos pedidos foi rejeitada pela juíza. A magistrada habilitou a defesa para o acompanhamento do sorteio dos jurados, que ocorreu em 25 de agosto, e argumentou que as demais informações solicitadas já foram respondidas. Maria de Lourdes Araújo também garantiu não haver pendências sobre quem presidirá a sessão, destacando que, como responsável pela Vara, estará à frente do julgamento. Ela disse, ainda, que todos os ritos e atos preparatórios do júri já foram ou estão sendo feitos, e que tudo será finalizado a tempo da realização da sessão.

Vale lembrar que o júri popular do caso Eduarda Shigematsu já foi adiado oito vezes. Os primeiros cancelamentos ocorreram para a transferência da sessão de Rolândia para Londrina e, posteriormente, para Maringá, para atender a um pedido dos advogados de Ricardo por imparcialidade. Já os últimos adiamentos foram feitos pela própria Justiça, que alegou não ter um magistrado escalado para presidir o júri, que deverá ser realizado em dois ou mais dias.

Hugo Esteves, advogado da mãe de Eduarda, criticou a série de adiamentos, destacando que a família materna da menina está esperando pelo desfecho do caso há mais de sete anos.

Por Guilherme Batista

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