QUINTA, 14/05/2026, 15:27

Atendimentos no PAI aumentam com avanço das síndromes respiratórias em Londrina

Secretaria de Saúde aponta crescimento de casos ligados à gripe e faz alerta para baixa cobertura vacinal entre crianças e idosos

O avanço das síndromes respiratórias já começa a pressionar a rede de saúde de Londrina. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que o número de atendimentos no Pronto Atendimento Infantil (PAI) saltou de 12.249 em março para 13.862 em abril, reflexo do aumento da circulação de vírus respiratórios com a chegada do período mais frio do ano.

Somente na última semana de abril, os atendimentos relacionados às síndromes respiratórias cresceram cerca de 50% na unidade infantil. Segundo a Secretaria, o cenário vem sendo monitorado diariamente por um grupo técnico criado para acompanhar a evolução dos casos na cidade.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, Londrina acompanha uma tendência observada em todo o país.

Apesar do aumento na procura por atendimentos, a Secretaria avalia que ainda não há necessidade de ativar novas etapas do plano de contingência municipal, como ampliação de horários nas unidades ou definição de espaços exclusivos para atendimento respiratório.

O principal alerta da pasta está relacionado à baixa cobertura vacinal, especialmente entre crianças e idosos. Atualmente, Londrina registra apenas 16% de cobertura vacinal contra a gripe entre crianças do grupo prioritário e 44% entre idosos. Entre gestantes, o índice chega a 77%.

A prefeitura iniciou nesta semana a vacinação dentro das escolas municipais como estratégia para ampliar a cobertura vacinal infantil. Além disso, equipes da saúde também intensificam ações em instituições de longa permanência para idosos e estudam novas campanhas extramuros, como vacinação em feiras, shoppings e espaços públicos.

A secretária também destacou que o município já possui um plano de contingência estruturado para períodos de aumento das síndromes respiratórias. O documento prevê medidas gradativas, como ampliação de consultas, expansão de serviços, reforço na testagem e criação de unidades de referência, dependendo do comportamento epidemiológico dos próximos dias.

Além da vacinação, a orientação é que pacientes com sintomas leves, como coriza, febre, dor de cabeça e mal-estar, procurem inicialmente as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Casos mais graves ou com piora clínica podem buscar atendimento nas UPAs e no próprio PAI, referência pediátrica do município.

Por Paulo Andrade

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