QUINTA, 26/02/2026, 18:05

Câmara de Londrina arquiva projeto de recomposição salarial

Proposta previa recomposição de 4,3% para vereadores e servidores; recuo ocorre após pressão para excluir parlamentares do benefício e alerta de impacto de R$ 2,7 milhões

A Mesa Executiva da Câmara Municipal de Londrina (CML) oficializou, nesta quinta-feira (26), o pedido de arquivamento definitivo do projeto de lei que previa a recomposição salarial de 4,3% para vereadores e servidores do Legislativo. A decisão interrompe a tramitação da matéria, que já havia sido aprovada em primeira discussão.

A interrupção do processo ocorre após um impasse gerado por uma emenda da vereadora Michele Thomazinho (PL). A parlamentar propôs que o índice de correção fosse aplicado exclusivamente ao quadro de funcionários da Casa, retirando os vereadores do benefício. Diante da nova configuração e da repercussão do tema, a maioria dos autores optou pela retirada da proposta.

O anúncio foi feito pelo presidente do Legislativo, Emanoel Gomes (Republicanos), durante a sessão ordinária. Segundo o parlamentar, o requerimento de interrupção definitiva da tramitação (nº 56/26) baseou-se nos princípios de economia e aproveitamento dos atos processuais.

Estimativas técnicas indicavam que, caso o texto original fosse aprovado integralmente, o custo aos cofres públicos em 2026 superaria R$ 2,7 milhões. Pela proposta original, o salário do presidente da Câmara passaria de R$ 16.462,22 para R$ 17.170,10. Já o salário dos demais vereadores iria de R$ 14.157,50 para R$ 14.766,27.

Com o arquivamento, os valores atuais permanecem congelados e não há previsão para que uma nova proposta de recomposição salarial para os parlamentares seja apresentada no curto prazo.

Por João Gabriel Rodrigues

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