QUINTA, 02/04/2026, 18:21

Câmara votará abertura de investigação contra Anne Ada na terça-feira (7)

Vereadora é acusada de usar assessores do gabinete para serviços advocatícios particulares pagos pelo poder público

A Mesa Executiva da Câmara Municipal de Londrina formalizou, nesta quinta-feira (2), uma denúncia contra a vereadora Anne Ada (Avante) por suposto uso de servidores públicos em benefício próprio.

A representação, que tramita desde abril de 2025, acusa a parlamentar de nomear advogados para cargos comissionados em seu gabinete para que eles atuassem em suas causas jurídicas particulares durante o horário de expediente. Se a infração for comprovada ao final do processo, a vereadora pode ter o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.

O plenário decidirá na próxima terça-feira (7) se abre ou não uma Comissão Processante (CP) para investigar o caso. Para que a investigação avance, são necessários os votos de dois terços dos parlamentares (13 dos 19 vereadores).

O presidente da Casa, Emanoel Gomes (Republicanos), afirmou que o rito respeitará os prazos legais e o direito à ampla defesa. Ele destacou que a Procuradoria Jurídica da Câmara já validou a documentação da denúncia, que inclui portarias de nomeação, procurações e registros de audiências.

Em sua defesa, Anne Ada nega as irregularidades e afirma ser vítima de perseguição política de gênero e de ressentimento de ex-colaboradores.
A vereadora sustenta que seus assessores não atuavam de forma gratuita em seus processos privados e que possui provas de pagamentos realizados em espécie, justificando o uso de dinheiro vivo devido a bloqueios judiciais em suas contas bancárias.
Embora tenha tentado barrar a leitura da denúncia na Justiça, a parlamentar declarou estar tranquila e pronta para provar sua inocência durante a tramitação do processo no Legislativo.
Caso aprovada, uma comissão composta por três vereadores sorteados terá até 90 dias para conduzir os trabalhos e apresentar um relatório final que poderá ou não cassar o mandato da vereadora.

Por João Gabriel Rodrigues

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