QUARTA, 21/10/2026, 17:17

Caso Kabuto: lutador nega golpe ilegal e diz que não percebeu posição da vítima

Em depoimento ao 5º Distrito Policial, adversário de Willian Masuda alegou que tentava escapar de uma investida e que o ferimento não foi intencional; inquérito agora aguarda laudo da Polícia Científica

A Polícia Civil do Paraná concluiu os depoimentos do inquérito que investiga a grave lesão sofrida pelo lutador de jiu-jitsu Willian Masuda, de 37 anos, conhecido como Kabuto, durante uma luta em Londrina. Agora, a investigação depende do laudo da Polícia Científica, que vai apontar a gravidade dos ferimentos. Segundo o delegado Roberto Fernandes, responsável pelo caso, o documento pode levar até 180 dias para ficar pronto.

O último a ser ouvido foi Juliano Di Pelli, adversário de Willian no combate. De acordo com o delegado, ele negou ter aplicado intencionalmente o golpe conhecido como “bate-estaca”, considerado irregular na modalidade. Juliano afirmou que tentava se desvencilhar de um golpe aplicado pelo oponente e que não percebeu que Willian estava com a cabeça encostada no chão. Ele também negou a intenção de provocar a lesão.

Ao todo, dez testemunhas foram ouvidas, além da vítima e do investigado. Entre elas estão árbitros, professores e lutadores experientes, que ajudaram a esclarecer os aspectos técnicos do combate. A Polícia Civil também analisa imagens e documentos apresentados pelos organizadores do evento e pela federação responsável.

Fernandes explicou que a conclusão do inquérito depende principalmente do laudo pericial. Com o resultado, a polícia poderá avaliar a gravidade da lesão e se o golpe foi aplicado de maneira que o ferimento pudesse ter sido evitado ou se o investigado assumiu o risco de provocar o dano.

Neste momento, a investigação está concentrada na possibilidade de lesão corporal. O delegado ressalta que a decisão final será tomada após a análise conjunta dos depoimentos, das imagens, dos documentos e do laudo pericial.

Por João Gabriel Rodrigues

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