SEGUNDA, 03/08/2026, 07:10

Cesta básica cai 11% em Londrina e registra maior queda dos últimos cinco anos

Entrada de safra agrícola e redução nas exportações de carne baratearam os alimentos em julho, mas economista orienta consumidor a pesquisar preços

O custo da cesta básica em Londrina apresentou uma queda expressiva de 11,2% no mês de julho de 2026, caindo de R$ 731,47 no mês anterior para R$ 649,73. De acordo com o economista Marcos Rambalducci, esta foi a redução mais impactante observada em um único mês nos últimos cinco anos, trazendo um alívio significativo para o orçamento do consumidor.
O recuo dos preços foi impulsionado principalmente pela entrada da safra agrícola e pelo aumento na oferta de hortifrúti. Entre os itens com maiores quedas, destacam-se o tomate, que barateou quase 50%, a batata, com redução superior a 42%, e o feijão, que caiu cerca de 9%.
Outro fator decisivo para a redução geral foi a diminuição do volume de exportações de carne bovina para a China na última semana do mês. Essa mudança manteve uma quantidade maior do produto no mercado interno, aumentando a oferta e barateando a carne em quase 3%.
Como a carne representa cerca de 46% do custo total da cesta básica, qualquer variação no seu preço causa um impacto considerável no valor final. Na pesquisa, o quilo do coxão mole registrou preço médio de R$ 44,93, variando entre R$ 39,79 no estabelecimento mais barato e R$ 48,99 no mais caro.
Para os próximos meses, o cenário se mostra mais favorável do que o registrado no início do ano. A expectativa é de preços mais estáveis ao longo do segundo semestre, sustentados pela sequência das safras e pela desaceleração da inflação. No entanto, o economista ressalta a necessidade de cautela quanto a possíveis fatores climáticos.
O avanço do fenômeno El Niño, com riscos de secas ou chuvas excessivas em determinadas regiões produtoras, pode voltar a pressionar o preço de alimentos específicos, sobretudo os hortifrutigranjeiros. Embora não sejam esperadas quedas tão acentuadas quanto a de julho, também não há sinais de retorno às fortes altas verificadas no primeiro semestre.
Diante da variação observada entre os estabelecimentos da cidade, que chegou a uma diferença de aproximadamente R$ 146 entre o supermercado mais barato e o mais caro, o especialista reforça que a pesquisa de preços continua sendo a melhor estratégia de economia. Segundo ele, o consumidor que pesquisa e substitui produtos mais caros por opções mais acessíveis pode obter uma economia de até 20% na compra mensal da cesta básica.

Por João Gabriel Rodrigues

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