TERCA, 22/09/2026, 16:08

Ventos de 120 km/h deixam estragos e cerca de 4 mil pessoas atingidas em Apucarana

Apucarana decreta situação de emergência após tempestade devastadora e força-tarefa distribui lonas e telhas para desabrigados enquanto mobiliza apoio regional

Um temporal avassalador atingiu a cidade de Apucarana, provocando sérios estragos e mobilizando uma grande operação de emergência. Com ventos que ultrapassaram a marca de 120 km/h, a tempestade causou o destelhamento de residências, a queda de centenas de árvores e prejuízos expressivos tanto em prédios públicos quanto em áreas rurais.

Pelo menos 4 mil pessoas já receberam algum tipo de assistência das equipes de socorro, mas a estimativa da prefeitura e da Defesa Civil é de que o número real de afetados seja ainda maior.

Apesar do rastro de destruição e dos prejuízos milionários registrados por toda a cidade, não foram contabilizadas mortes nem feridos em estado grave. As autoridades locais destacaram que o socorro de emergência foi iniciado logo após a diminuição da intensidade da tempestade. Uma força-tarefa reuniu equipes dos serviços públicos, da Defesa Civil, do Exército e das forças policiais para atender à população atingida e desobstruir vias públicas bloqueadas.

Para dar suporte imediato aos atingidos, o município organizou um ponto centralizado de atendimento no pátio de máquinas da prefeitura. De acordo com Wendel Metta, secretário de Agricultura e de Serviços Públicos, no local, moradores cadastrados recebem lonas de proteção e kits iniciais com dez telhas por residência para cobrir os estragos mais urgentes. Casos que necessitem de uma quantidade maior de materiais passarão por vistoria técnica, procedimento exigido para a prestação de contas aos órgãos de controle.

Segundo o prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, o município prepara a documentação necessária para decretar situação de calamidade pública nos âmbitos estadual e federal, buscando recursos para a reconstrução. Enquanto a maioria das escolas e creches funciona de forma parcial devido aos destelhamentos, assistentes sociais continuam percorrendo bairros e a zona rural para mapear as famílias vulneráveis que necessitam de alimentos e moradia temporária.

Paralelamente, prefeituras de cidades vizinhas, como Londrina, Arapongas e Rolândia, enviaram suprimentos, equipamentos e equipes de apoio para reforçar o atendimento. A extensão dos estragos trouxe também outros desafios críticos para o município. Cerca de 70% da cidade chegou a ficar sem energia elétrica logo após o temporal. A falta de eletricidade paralisou as estações de captação e tratamento de água por mais de 17 horas, afetando o funcionamento dos poços artesianos e provocando desabastecimento em diversos bairros. Diante desse cenário de crise, a prefeitura fez um apelo público urgente para que a população que não foi atingida economize água nos próximos dias.

Por João Gabriel Rodrigues

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