Com 12 internados por síndromes graves, Londrina monitora avanço de vírus respiratórios
Maioria dos casos de hospitalização na última semana epidemiológica envolve crianças menores de 12 anos
A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina mantém um monitoramento preventivo diante da proximidade do outono, período marcado pelo aumento sazonal das doenças respiratórias. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Fabrin, o cenário epidemiológico atual é considerado estável, com números de internamentos e diagnósticos de síndromes gripais dentro de uma margem de segurança. Atualmente, a maior parte das notificações na cidade está associada ao rinovírus, agente causador de quadros gripais comuns e menos graves.
Apesar da tranquilidade momentânea, a chegada da nova estação no dia 20 de março aciona o estágio preparatório do plano de contingência municipal. Segundo Fabrin, a rede de saúde já registra uma concentração de atendimentos, embora os índices não sejam alarmantes. A orientação é que a população procure assistência médica ao notar sintomas persistentes, como febre alta, tosse, fadiga e dores no corpo. A avaliação profissional é fundamental para a coleta de material e identificação precisa dos vírus em circulação, evitando que quadros leves evoluam para complicações graves.
O cuidado deve ser redobrado entre os grupos prioritários, que incluem idosos acima de 60 anos, crianças menores de 5 anos, gestantes e pessoas com comorbidades. A diretora enfatiza a importância de não subestimar os sintomas iniciais ou recorrer apenas ao tratamento doméstico, especialmente nestas faixas etárias. O plano de contingência para 2026 foca, nesta primeira fase, na prevenção e na conscientização sobre o calendário vacinal, visando reduzir o impacto da sazonalidade que se inicia.
Dados da última semana epidemiológica, compreendida entre os dias 8 e 14 de março, revelam que Londrina registrou 12 pacientes internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O levantamento aponta uma predominância de casos entre o público infantil, com nove pacientes abaixo dos 12 anos, enquanto os adultos somam três internações. Os números reforçam a tese de que, no momento, a cidade opera com tranquilidade, mas as autoridades de vigilância seguem em alerta para a transição climática.