SEGUNDA, 30/08/2021, 07:03

Com avanço da vacinação contra Covid, intenção de consumo dos paranaenses volta a crescer em agosto

Apesar disso, indicador segue abaixo do nível considerado favorável. Maior acesso ao crédito e melhora na renda das famílias também podem ter influenciado resultado.

Os novos dados da pesquisa mensal realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), mostram que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do estado teve um novo crescimento em agosto, de 3,1%.

É o segundo aumento consecutivo do indicador, que, no entanto, segue abaixo do patamar considerado satisfatório, de 100 pontos. Em julho, a taxa estava em 90,3. Já neste mês, com a variação, subiu para 93,1. Por outro lado, a média paranaense segue acima do resultado nacional, que ficou em 70,2 pontos, melhor resultado desde abril.

De acordo com Rodrigo Schimidt, coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, a posição, ainda desfavorável, está diretamente relacionada aos impactos econômicos da pandemia no bolso do paranaense.

Mas, com o avanço da vacinação no estado, a expectativa é de que as vendas retomem com mais força ao longo dos próximos meses. Os dois últimos resultados positivos da pesquisa apontam para este cenário.

Para as famílias que ganham até dez salários mínimos, a intenção de compra apresentou uma elevação de 6,1%, enquanto, entre os paranaenses que têm uma renda superior a este patamar, o indicador subiu 6,4%.

Outro fator que contribui para um panorama mais otimista, é uma maior facilidade de acesso ao crédito no estado, que cresceu em 3,2% na análise dos entrevistados da pesquisa. Para o coordenador, um dos reflexos desta melhora está na perspectiva de consumo dos paranaenses, que subiu 5,4%. O aumento é ainda mais expressivo quando se leva em conta apenas a intenção de compra de bens duráveis, que saltou 11,3%, em comparação a julho.

O levantamento da Fecomércio também mostrou que quase metade dos participantes responderam que não esperam melhoras no trabalho neste ano. A perspectiva profissional junto à avaliação sobre o atual emprego foram os únicos indicadores que registraram redução na pesquisa.

Por Victor Assis

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