Consema aponta que a empresa não apresentou autorização para erradicar ipês da Câmara
Sema foi acionada pelo conselho para apresentar documentos. Construtora poderá ser multada por possível remoção feita à revelia do órgão ambiental
O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consema) de Londrina exigiu a apresentações de documentos que comprovem a autorização do órgão ambiental para a remoção dos Ipês e outras árvores no entorno do estacionamento do prédio da Câmara Municipal.
A Regional Planejamento e Construções Civil, empresa que executa a reforma, informou a imprensa que teria autorização da Sema (Secretaria Municipal Ambiente) para a remoção feita no último fim de semana com maquinário próprios, situação que revoltou moradores do Centro Cívico.
Em nota enviada à imprensa, o diretor da Câmara, Leandro Rosa, disse que o corte foi autorizado pela Sema sob argumento de que a remoção das espécies foi necessária para a troca do asfalto do estacionamento e a implantação de melhorias de acessibilidade para servidores e visitantes.
A afirmação foi desmentida pelo presidente do Consema, Jonas Pugina. Segundo ele, para remoção são necessárias visitas técnicas e aprovação oficial da SEMA.
O conselho aguarda a apresentação formal do documento que teria autorizado a remoção do Ipês no entorno do prédio. Caso o documento não seja apresentado, a empresa terceirizada irá responder a processo administrativo e deverá pagar multa, além de apresentar um plano de medidas por ferir o plano de arborização urbana.
Depois do cenário desolador com o corte dos Ipês, o diretor da Câmara informou haverá o plantio de novas árvores no local após a conclusão das obras Um pé de ipê, por exemplo, só atinge a altura de 3 metros em, no mínimo, dois anos.