Cooperativa de vans pode ser solução para impasse envolvendo transporte metropolitano na região de Londrina.
Linhas de Bela Vista do Paraíso e Sertanópolis podem ser suspensas a partir do próximo dia 30 em razão de prejuízo financeiro da Viação Garcia. Subsídio estadual para custear o sistema ainda não foi garantido pelo governo.
As linhas do transporte metropolitano entre Londrina, Bela Vista do Paraíso e Sertanópolis continuam sendo motivos de impasse entre as autoridades da região. Enquanto os prefeitos das cidades afetadas tentam uma solução junto ao Governo do Estado, a Amepar, Associação dos Municípios do Médio-Paranapanema, começa a estudar alternativas para que o serviço siga sendo prestado. A Viação Garcia, que se comprometeu a ficar à frente das linhas até o próximo dia 30, afirma que tem sofrido prejuízos financeiros e que o sistema não é mais viável devido à falta de passageiros. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) chegou a abrir um chamamento público na tentativa de encontrar uma outra empresa para assumir o serviço, mas não houve interessadas.
O presidente da Amepar e prefeito de Cambé, Conrado Scheller, disse que as empresas precisam abrir caminho para outros métodos de transporte, como o realizado por vans, por exemplo. A solução para o impasse, segundo ele, passaria pela criação de uma cooperativa de vans que ficaria responsável por fazer o transporte de passageiros entre Londrina e cidades da região que ficam um pouco mais afastadas, como Bela Vista, Sertanópolis, Primeiro de Maio e Alvorada do Sul. Scheller reconheceu que o sistema demandaria um estudo de viabilidade, mas destacou que algo precisar ser feito.
Tanto Bela Vista quanto Sertanópolis alegam não ter condições financeiras de custear o sistema por meio de subsídios. Scheller criticou o fato de pequenos municípios terem que se responsabilizar por demandas que deveriam ser resolvidas com recursos de fora. O orçamento, quase sempre enxuto, conforme ele, é “sacrificado” em áreas que teriam que ser sanadas com verba dos governos Estadual e Federal.
Scheller se reuniu com o governador Ratinho Junior no último dia 13 para discutir o assunto. Segundo o prefeito, o governador teria se comprometido a analisar meios para a criação do subsídio, que seria de R$ 40 mil por mês. Mas, até o momento, o impasse continua.