SEGUNDA, 05/02/2018, 14:47

Corregedoria da prefeitura de Londrina ainda não sabe os valores que teriam sido desviados pela “Máfia do IPTU”

Foi apresentada denuncia ao Ministério Público, em que servidores da Secretaria de Fazenda são acusados de receber propina para abater impostos não pagos.

A Corregedoria da prefeitura de Londrina investiga desde julho do ano passado, servidores que poderiam ter abatido impostos de contribuintes sem que os mesmos tivessem quitados os débitos. Em troca os servidores teriam recebido propina.

As informações vieram por meio de denuncia de que alguns servidores estariam deixando de cobrar o imposto para algumas empresas.

De acordo com o Corregedor Geral, Alexandre Trannin, os valores ainda não foram calculados e só serão divulgados quando todo o montante for registrado. Mas ele afirma que, está confirmado que houve as fraudes em 2015 e 2016. Para saber se em anos anteriores o ato ilícito ocorria,  ainda precisam confirmar novos fatos. Apesar do caso já ter virado alvo de um inquérito no Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, a Corregedoria ainda não pode passar detalhes da sindicância que foi aberta.

Trannin ressalta que a Secretaria de Fazenda já tomou providências em relação aos servidores suspeitos. Mas a possível exoneração só ocorrerá depois de toda a sindicância concluída.

O prazo máximo de uma sindicância é de 180 dias, mas em casos extremos é possível prorrogar. Trannin acredita que essa investigação poderá ser o caso de prorrogação, já que ainda há muitos a serem ouvidos.

O Corregedor Geral ressaltou que as investigações da prefeitura são independentes das investigações que o Ministério Público e o Gaeco realizam, mas ambas estão sendo realizadas ao mesmo tempo.  

Por Bruno Carraro

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