SEXTA, 24/07/2026, 11:48

Crea-PR e Clube de Engenharia e Arquitetura fiscalizam obra do fundo de vale do córrego Água Fresca

A obra iniciada em maio na zona oeste com investimento de quase R$ 5 milhões vai adequar galerias pluviais e recuperar calçadas afetadas por erosões e desmoronamentos

Equipes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) e do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) vão promover uma fiscalização integrada na obra de reforço das galerias de águas pluviais realizada pela prefeitura de Londrina no fundo de vale do córrego Água Fresca, na zona oeste em Londrina.

A obra foi inciada em maio para resolver um antigo problema de erosão e enxurradas, com cerca de 15 anos de espera pela comunidade. A área de fundo de vale do Córrego Água Fresca, no Jardim Los Angeles, recebe os primeiros serviços das obras de restauração, ampliação e modernização do sistema de drenagem entre as ruas Raja Gabaglia, Pedro Couto, José Oiticica, Jonatas Serrano e outras, no Jardim Los Angeles.

O coordenador geral das Câmaras Técnicas do Clube de Engenharia e Arquitetura e conselheiro titular do Crea-PR, Naziel Salustiano, explicou que essa obra partiu de uma solicitação feita pelo Crea e encaminhada para o Ministério Público devido à situação das calçadas, que colocavam em risco o entorno.

Agora o objetivo da fiscalização que será realizada na próxima segunda-feira, às 14h, tem como objetivo verificar a conformidade técnica e a segurança da execução da obra, garantindo que os serviços atendam às normas de engenharia e contribuam para a melhoria da infraestrutura urbana da região.

O coordenador lembrou que toda a população pode solicitar ao Crea a fiscalização de obras ou estruturas públicas que tenham risco aparente.

O investimento total nas obras na região de fundo de vale do córrego Água Fresca é de R$4,9 milhões, com recursos provenientes do Fundo Estadual para Calamidade Pública (Fecap), por meio da Defesa Civil do Estado do Paraná.

A obra vai revitalizar todo o ramal subterrâneo existente nessa área que vem sendo afetada há vários anos por alagamentos, erosões e desmoronamento de calçada e faixa de rolamento da pista, gerando insegurança e riscos à população.

As galerias pluviais, atualmente sob colapso parcial, terão novas tubulações e elementos, e haverá o remanejamento do ponto de descarga no interior do fundo de vale, por onde correm as águas do córrego. Os poços de queda visam reduzir a pressão e velocidade da água que desce até a área hoje erodida. O prazo total da obra é de 180 dias.

Por Fernando Bianchi

Comentários