TERCA, 31/03/2026, 09:38

Custando pouco mais de R$ 658, cesta básica londrinense sobe quase 5% em março

 Alta foi puxada por leite, tomate e feijão. Conflito no Oriente Médio é um dos principais responsáveis pelo aumento nos preços

 

O valor da cesta básica londrinense apresentou alta de 4,85% no mês de março, conforme levantamento realizado em 11 redes de supermercados da cidade. O custo médio passou de R$ 627,60 em fevereiro para R$ 658,06 no período analisado.

Com o novo reajuste, o impacto no orçamento familiar se intensifica. Para uma família composta por dois adultos e duas crianças, o gasto mensal estimado com alimentação básica chega a R$ 1.974,19.

De acordo com o economista Marcos Rambalducci, o conflito no Oriente Médio é um dos principais responsáveis pelo alta no valor dos 13 produtos essenciais do brasileiro.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento da cesta básica estão o leite (31,3%), tomate (28,0%) e feijão (17,9%). Também registraram elevação os preços da margarina (9,9%), banana (5,3%) e pão (1,4%). Por outro lado, cinco itens apresentaram estabilidade, com variação inferior a 1%: arroz, café, batata, óleo de soja e carne. Já farinha de trigo (-4,4%) e açúcar (-5,7%) registraram queda.

Principal componente da cesta, com peso de 43,8%, a carne teve leve recuo de 1% em relação ao mês anterior. O preço médio ficou em R$ 43,68 o quilo.

O consumidor que optar por comprar todos os itens no local mais barato pagará cerca de R$ 598,26, enquanto no estabelecimento mais caro o valor chega a R$ 731,96. Caso haja pesquisa por item em diferentes mercados, o custo pode cair para R$ 527,87, o que representa economia relevante em relação à média.

Para Rambalducci, caso se estenda o conflito no Oriente Médio, o barril de petróleo pode dobrar de preço, e consequentemente, o preço dos itens que compõem a cesta básica.

Na comparação com março de 2025, quando a cesta custava R$ 660,31, houve leve variação de -0,34%, indicando estabilidade no período de 12 meses. Já a média anual aponta inflação de 5,99%.

O levantamento também indica melhora no poder de compra do salário mínimo, que passou a equivaler a 2,46 cestas básicas mensais, ante 2,39 no período anterior. Ainda assim, são necessárias cerca de 89 horas de trabalho para a aquisição de uma cesta básica.

Por Paulo Andrade

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