SEXTA, 16/10/2026, 11:35

Defesa de Ricardo Seidi, condenado pela morte da filha, contesta recurso para aumento de pena

Homem pegou 23 anos de prisão pelo homicídio e a ocultação de cadáver da menina Eduarda Shigematsu. Advogados de defesa dizem que dosimetria penal proferida após julgamento respeitou a legislação vigente

Os advogados de Ricardo Seidi, condenado a 23 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato e a ocultação de cadáver da própria filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos, vieram a público para se manifestar sobre o recurso, apresentado pelo Ministério Público (MP), que questiona o resultado do julgamento e pede que a pena estabelecida seja aumentada para 37 anos de prisão. No recurso, o MP solicita que a Justiça faça uma nova análise dos critérios usados no cálculo da pena, destacando a gravidade do caso e uma premeditação por parte de Ricardo para o cometimento do crime.

Em nota, os advogados de Seidi disseram discordar do recurso, destacando que o pedido é "desproporcional e divorciado da realidade processual debatida perante o Conselho de Sentença". A dosimetria penal proferida pela magistrada presidente do Tribunal do Júri, conforme os advogados, "respeitou rigorosamente a legalidade estrita, a individualização da pena e os parâmetros estabelecidos pela legislação vigente".

Ainda segundo a defesa, a "sentença encontra-se devidamente motivada e exauriente em sua fundamentação, tendo a magistrada valorado cada circunstância judicial e legal de forma técnica, equilibrada e em consonância com a soberania das decisões do plenário". Os advogados garantiram ainda que, assim que for oportuno, vão se manifestar, no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), contra o recurso apresentado pelo MP.

Vale lembrar que Ricardo Seidi está preso desde a época do crime e que, se a pena for mantida, ele pode ganhar a liberdade em menos de quatro anos. A data de saída pode ser ainda mais antecipada caso sejam registradas progressões de pena, como bom comportamento, trabalho interno da prisão e leitura de livros, por exemplo. Ricardo Seidi foi julgado com a mãe, Terezinha de Jesus Guinaia, que foi absolvida das acusações de ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Por Guilherme Batista

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