QUINTA, 05/10/2017, 19:24

Em nota de esclarecimento, promotora investigada por suposto favorecimento de empresários diz estar com a “consciência tranquila”

Solange Vicentin definiu como “sensacionalista” a divulgação da informação de que ela seria alvo de dois processos administrativos disciplinares por, de acordo com denúncia, ter pressionado o município pela contratação de empresa ligada ao Meio Ambiente.

A promotora Solange Vicentin quebrou o silêncio e decidiu se manifestar, por meio de uma nota de esclarecimento, sobre o processo em que ela é investigada por, supostamente, favorecer empresários ligados ao setor do Meio Ambiente, área de atuação dela no Ministério Público até o mês passado. No comunicado, Solange garante que está com a “consciência tranquila” e define como “sensacionalista” a divulgação do caso. De acordo com uma denúncia recebida pela Corregedoria do MP, a promotora teria pressionado a prefeitura pela contratação da empresa Kurika Ambiental para a realização do serviço de transbordo do lixo na cidade. Ainda conforme a denúncia, Solange teria atuado a favor de empresários ligados à Kurika em outras duas oportunidades: para o parcelamento de solo de terrenos destes empresários localizados na zona leste e pela compra de uma área, também pertencente a eles, para a ampliação do cemitério Jardim da Saudade, na região norte da cidade.

Por meio da nota de esclarecimento, Solange negou qualquer tipo de favorecimento e pressão, destacando que, em toda a trajetória profissional dela, procurou jamais se descuidar de suas obrigações. A promotora garante, ainda, que sempre teve a conduta pautada pela defesa dos direitos sociais relevantes.

Sobre os dois processos administrativos disciplinares abertos para investigar a denúncia, Solange Vicentin garante que ainda estão em andamento e que, até o presente momento, não foi aplicada nenhum tipo de punição. A promotora destaca que pretende recorrer de uma eventual decisão contrária a ela, e não descarta pedir a revisão de todo o processo na Justiça. Ainda segundo Solange, a denúncia apresentada é composta por um “amaranhado de mentiras”, construído especificamente para achacá-la. O diretor jurídico da Kurika, Camillo Vianna, também já havia se manifestado sobre a investigação, negando qualquer tipo de relação entre a empresa e a promotora.

O promotor Thiago Cava, designado para acompanhar o caso da promotora e que, inclusive, já abriu um inquérito para investigá-la por improbidade administrativa, também foi procurado pela CBN, mas preferiu não se manifestar.

 

REPÓRTER GUILHERME BATISTA

Por Pauta CBN

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