Guerra no Oriente Médio pressiona custos e deve encarecer alimentos no Brasil, afirma diretor-presidente da Cooperativa Integrada
Conflito afeta petróleo, fertilizantes e frete, impactando diretamente o agronegócio e o consumidor
A guerra no Oriente Médio já provoca reflexos no dia a dia dos brasileiros, especialmente em regiões agrícolas como o Norte do Paraná. O principal impacto está na interrupção e encarecimento do fluxo de mercadorias, sobretudo do petróleo, insumo essencial para diversos setores da economia.
Um dos pontos críticos é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial. Com a instabilidade na região, o transporte foi afetado, elevando o preço do combustível. O diesel, fundamental para o agronegócio, teve aumento superior a 30% no último mês, pressionando toda a cadeia produtiva, é o que afirma o diretor presidente da Cooperativa Integrada, João Francisco Sanches Filho.
O petróleo também é base para a produção de fertilizantes nitrogenados, além de insumos químicos usados na agricultura e materiais como plásticos e embalagens. Como o Brasil é grande importador desses produtos, especialmente fertilizantes, o aumento global de preços impacta diretamente o custo de produção no campo.
Na prática, isso significa que produzir alimentos ficou mais caro. O transporte, seja por navio, caminhão ou trem, também sofreu aumento, o que amplia ainda mais os custos logísticos. Esse efeito em cascata chega inevitavelmente ao consumidor final. Diante desse contexto, cooperativas orientam produtores a se anteciparem na compra de insumos, como fertilizantes, defensivos e sementes. O planejamento passou a ser essencial para evitar falta de produtos ou custos ainda mais elevados durante o plantio.
A tendência é de alta nos preços dos alimentos, repetindo um cenário semelhante ao observado durante o auge da pandemia.