SEGUNDA, 07/09/2026, 11:29

Greening ameaça citricultura no Paraná e exige ação rápida dos produtores

Doença não tem cura e pode comprometer a produção de frutos. Adapar reforça necessidade de eliminar plantas infectadas e controlar o inseto transmissor

O greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), é uma das principais ameaças à citricultura e já está presente no Paraná. Causada pelas bactérias Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus, a doença afeta plantas cítricas, reduz a produção e pode levar à queda dos frutos. Sem cura conhecida, o controle depende principalmente da eliminação das plantas contaminadas e do combate ao inseto transmissor, o psilídeo (Diaphorina citri).

No Paraná existem cerca de mil e quinhentos produtores dedicados à citricultura. No Norte do estado, incluindo o entorno de Londrina e Cornélio Procópio, estima-se a presença de aproximadamente trezentas propriedades dedicadas ao cultivo comercial de citros, distribuídas em pomares de pequeno, médio e grande porte.

Segundo João Paulo Soares das Neves, fiscal de Defesa Agropecuária e chefe da Divisão de Fertilizantes da Adapar, a rapidez na identificação e retirada das plantas é fundamental para impedir que a doença avance pelo pomar.

O psilídeo é um inseto pequeno, de cerca de três milímetros, que transmite a bactéria de uma planta para outra. Para reduzir a população do vetor, o produtor deve realizar o controle químico com inseticidas, seguindo orientação técnica e atenção à tecnologia de aplicação, como tamanho das gotas e pressão dos equipamentos.

A Adapar também alerta que o controle precisa envolver propriedades vizinhas. De acordo com o fiscal, o psilídeo pode se deslocar por quilômetros, especialmente com o auxílio do vento, o que torna o combate isolado menos eficiente.

Em março de 2026, a Adapar publicou uma portaria estabelecendo medidas complementares de prevenção e contenção do greening em todo o Paraná. A norma prevê, entre outras ações, o cadastramento de imóveis comerciais de citrus, além do manejo da doença e do controle do vetor.

Por Paulo Andrade

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