SEXTA, 17/04/2026, 14:29

Hackathon Smart Agro 2026 apresenta 20 projetos que unem ciência e agronegócio

Evento segue até domingo (19) no Pavilhão Smart Agro da ExpoLondrina. Melhores projetos vão receber prêmios que podem chegar até R$ 3 mil

Último final de semana da ExpoLondrina 2026 ainda conta com diversas agendas técnicas. Uma delas é o Hackathon Smart Agro, uma iniciativa da Sociedade Rural do Paraná (SRP) que une ciência e agro e busca através de pesquisas científicas soluções para o campo.

Com o tema “Transformando ciência em negócios para o agro”, a edição deste ano reúne 20 projetos, desenvolvidos por pesquisadores e estudantes de diferentes áreas, que irão passar por uma jornada intensiva de validação técnica e de mercado.

De acordo com a diretora de inovação da SRP, Tatiana Fiuza, a iniciativa, que tem parceria com a Agro Valley e o Sebrae, tem como objetivo aproximar universidades, empresas e produtores rurais.

Na edição de 2025, o Hackathon reuniu mais de 100 participantes, organizados em equipes multidisciplinares, com forte presença feminina entre os pesquisadores. Os projetos selecionados avançaram para programas de desenvolvimento e hoje seguem em processo de estruturação como startups.

Os participantes do ano passado também vão colaborar com os competidores deste ano. A mestranda em biotecnologia e fundadora da startup Remush, Letícia Fernandes Gonçalves participa da edição Hackathon Smart Agro 2026 e pode compartilhar a experiência com outras pessoas.

Para participar, o principal requisito é que a proposta esteja vinculada a uma pesquisa acadêmica. Ideias desvinculadas de estudos formais ou originadas exclusivamente em empresas não são elegíveis. O critério central é a clareza sobre o problema que a pesquisa busca resolver.

Segundo Tatiana Fiuza, além da experiência e da possibilidade de desenvolvimento futuro, o evento também oferece premiação em dinheiro. Os melhores projetos serão reconhecidos no domingo, com valores que chegam a R$ 3 mil para o primeiro lugar, divididos em duas categorias: ensino médio/técnico e ensino superior/pós-graduação.

Além da validação, existe a possibilidade concreta de continuidade depois da ExpoLondrina. Projetos que se destacarem podem ser encaminhados para programas de empreendedorismo, com suporte para sair do papel e virar negócio.

Por Paulo Andrade

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