Justiça mantém preso empresário acusado de fraudar venda de produtos médicos em Londrina
Defesa teve pedido negado após juiz considerar graves as suspeitas de falsificação de documentos e irregularidades em equipamentos hospitalares
A Justiça negou o pedido de liberdade e manteve a prisão de um empresário de 35 anos, preso em Londrina por suspeita de fraude na venda de produtos médicos. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público (MPPR) e converteu a prisão em flagrante em preventiva, garantindo que o investigado permaneça detido por tempo indeterminado para não prejudicar o andamento das investigações.
O empresário foi preso por policiais do Gaeco na quinta-feira (27) em um apartamento na Gleba Palhano. No local, foram apreendidos oxímetros, baterias para desfibriladores e monitores de batimentos cardíacos fetais. Segundo a promotoria, os equipamentos têm procedência duvidosa, podem ser falsificados ou ter sido trazidos ilegalmente do exterior. O empresário morava em Londrina e abria empresas para participar de licitações públicas no Paraná, na Bahia e na Paraíba.
Ele é investigado por comercialização irregular de produtos medicinais, falsidade ideológica e uso de documentos falsos, com suspeita de fraudar registros da Anvisa e da Vigilância Sanitária para simular legalidade nos negócios.
No depoimento à polícia, o empresário optou por permanecer em silêncio. A defesa contestou as acusações do Ministério Público, alegando que o contraditório será exercido ao longo do processo, e informou que recorrerá da decisão de prisão no Tribunal de Justiça do Paraná.