Londrina amplia cobertura de combate à dengue com mosquitos resistentes ao vírus
A disseminação de mosquitos resistentes faz com que novos mosquitos deixem de transmitir as doenças na área ocupada pelos novos insetos
O trabalho de combate à dengue, zika e chikungunya, será reforçado em Londrina com a ampliação para 100% de cobertura pelas ações de soltura de mosquitos resistentes aos vírus que causam estas doenças.
O anúncio foi feito pela secretária de Saúde do município, Vivian Feijó, durante a primeira reunião do Comitê Ampliado de Combate à Dengue, na última sexta-feira (6).
O gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Nino Ribas, explicou que a disseminação dos mosquitos resistentes, por portarem a bactéria Wolbachia, faz com que os novos mosquitos deixem de transmitir as doenças na área ocupada pelos novos insetos.
Com a primeira fase de soltura, Londrina atingiu 60% de cobertura com essa tecnologia.
Nino ressaltou que os meses de março e abril são entendidos como um período de atenção especial. Como parte das ações de prevenção, a cobertura por armadilhas de ovos dobrou no último ano, e hoje abrange todo o município.
Semanalmente, as equipes da Vigilância Ambiental recolhem as placas e fazem a contagem e descarte dos ovos colocados pela fêmea do mosquito Aedes aegipty.
O gerente de Vigilância Ambiental destacou que os mosquitos resistentes ao vírus se somam a outras iniciativas que contribuíram para a redução de casos de dengue em Londrina.
O gerente reforça que essas iniciativas não substituem o cuidado diário da população para evitar focos de proliferação do mosquito Aedes aegipty.
Na comparação de 2025 com o ano anterior: foram 88% menos casos confirmados e 82% menos óbitos registrados. Ao longo do último ano houve 4.965 casos confirmados em Londrina e nove mortes decorrentes da doença. Já nos dois primeiros meses de 2026, foram contabilizados 171 casos confirmados e nenhum óbito ocorrido.
A vacina contra a dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos na rede básica de saúde em Londrina. Na última semana, o município recebeu ainda as primeiras 900 doses da nova vacina desenvolvida pelo Instituto Butantã, em São Paulo. Esta remessa inicial será destinada à vacinação de agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias do município.
Com a colaboração de Paulo Andrade