Mais de 700 pessoas com síndromes respiratórias são atendidas por dia nas unidades de saúde de Londrina
Em uma semana, UPAs e PAI fizeram o atendimento de 5193 pacientes com sintomas gripais na cidade. Secretaria de Saúde prepara plano de contingenciamento para amenizar a superlotação das unidades
A explosão no número de casos das chamadas síndromes respiratórias acendeu um alerta entre as autoridades de saúde. Com a chegada das baixas temperaturas, os sintomas gripais se tornam mais comuns, principalmente com as crianças. De acordo com boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quarta-feira (20), na última semana 5.193 pacientes com suspeita de gripe procuraram as unidades de pronto atendimento do município, sendo 3.289 adultos nas UPAs Mater Dei e Sabará e nos PAs Leonor, União da Vitória e Maria Cecília; e 1.904 crianças no PAI (Pronto Atendimento Infantil). Ou seja, por dia, mais de 740 pessoas foram atendidas nas unidades municipais em razão das síndromes respiratórias.
A alta procura terminou em superlotação. Em sete dias, foram 3.446 atendimentos gerais registrados no PAI e 13.630 nas UPAs e PAs. Em entrevista à CBN nesta quinta-feira (21), a médica da Vigilância Epidemiológica do município, Simone Garani Narciso, disse que a Secretaria de Saúde já começou a preparar um plano de contingenciamento para melhorar o atendimento nas unidades. A solução, segundo ela, passa pela contratação de mais plantonistas e o atendimento de crianças no PA Leonor, por meio da Rede Carinho, até a uma da madrugada.
A secretaria planeja ainda a contratação de mais leitos gerais e de UTI nos hospitais, uma vez que o número de internações em razão das chamadas síndromes respiratórias agudas graves também subiu. Entre 3 e 9 de maio, por exemplo, 56 pacientes foram internados, sendo 29 adultos e 27 crianças menores de 12 anos. Até agora, neste ano, a cidade soma 16 mortes em decorrência dessas síndromes.
A médica da Secretaria de Saúde ressaltou que, mais importante do que melhorar a rede de atendimento, é preciso investir em ações preventivas junto à população. A principal delas está em andamento: a vacinação contra a influenza nos postos de saúde. Atualmente, as doses são oferecidas a idosos, gestantes, crianças de seis meses a menores de seis anos, professores, trabalhadores da saúde e da segurança e doentes crônicos, mas menos da metade dessas pessoas se vacinaram até o momento. De acordo com Simone, a imunização, mesmo que oferecida a uma pequena parcela da população, significa um reforço importante na rede de proteção de todo o município.
Entre as crianças, conforme a médica, a vacina é ainda mais importante, uma vez que pode evitar que a síndrome respiratória evolua e cause sintomas graves.
A vacina contra a gripe está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. O horário de funcionamento vai das 7h às 18h30.