Moradora da Argentina faz pouso em Londrina com suspeita de hantavirose
Ela foi atendida no HU, realizou exames e seguiu viagem sem necessidade de internação
Apesar das duas confirmações de hantavirose no Paraná, Londrina segue fora da lista de cidades com casos confirmados da doença. No entanto, um pouso para abastecimento realizado no Aeroporto Governador José Richa, na última sexta-feira (8), colocou a cidade entre os casos investigados.
A paciente, uma mulher argentina que viajava de Maceió com destino ao país vizinho, passou mal durante o trajeto e precisou ser encaminhada às pressas ao Hospital Universitário (HU), com suspeita de infecção por hantavírus.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas iniciais da doença costumam ser semelhantes aos de uma gripe forte, como febre, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar e sintomas gastrointestinais. Em quadros mais graves, podem ocorrer falta de ar, tosse seca, queda de pressão e insuficiência respiratória.
Apesar da suspeita, a mulher não precisou ser internada e seguiu viagem após receber atendimento médico. O HU informou que realizou exames e aguarda os resultados.
O hantavírus é uma zoonose viral transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais. Ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, silos, paióis e cabanas, apresentam maior risco de exposição.
A doença voltou a ganhar repercussão após mortes registradas em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Pelo menos três pessoas morreram durante a viagem.
A Secretaria de Estado da Saúde reforçou que o vírus identificado nos casos do Paraná não tem relação com os registros do cruzeiro. Segundo o órgão, os casos confirmados no estado envolvem a cepa silvestre, transmitida por animais silvestres.
Em 2025, o Paraná registrou apenas um caso confirmado de hantavirose.