Novo Fórum Criminal de Londrina está pronto e já começou a funcionar
Após sete anos de espera e uma série de atrasos, prédio no Centro Cívico foi liberado e deve receber cerca de 500 pessoas por dia
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) finalizou a mudança do Fórum Criminal de Londrina para a sua sede oficial, localizada no Centro Cívico. A transferência do antigo endereço, na avenida Tiradentes, terminou com a instalação de móveis e equipamentos novos no prédio que já havia sido inaugurado no início de março.
A nova estrutura é gigante e tem o objetivo de melhorar o atendimento à população. O diretor do Fórum, juiz Luiz Valério dos Santos, explica que o prédio tem 25 mil metros quadrados de área construída. O local concentra 13 varas judiciais, que cuidam de casos criminais, da infância e juventude, de violência doméstica e de juizados especiais, além dos gabinetes dos promotores de Justiça.
O novo espaço começou a atender o público de vez e, inclusive, já realizou o seu primeiro julgamento no dia 21 de maio. A previsão é que circulem por ali cerca de 500 pessoas por dia, além de 400 funcionários que trabalham no local. Com essa novidade, todo o complexo da Justiça na cidade, que junta os fóruns Criminal e Cível e a Vara de Execuções Penais, passa a ter 43 mil metros quadrados.
Apesar do resultado positivo, a história da construção foi longa e cheia de obstáculos. O projeto começou em 2019, mas a primeira empresa contratada faliu logo no início e teve o contrato cancelado após fazer apenas 6% do serviço. No ano seguinte, a segunda colocada na licitação assumiu a obra, mas os trabalhos precisaram ser interrompidos novamente por causa da pandemia da Covid-19, que paralisou diversos setores.
Ao longo do caminho, o projeto também precisou de mudanças de engenharia. Foi necessário alterar a entrada principal do prédio e ampliar a rede de escoamento de água do terreno. Tudo isso, somado ao aumento no preço dos materiais de construção durante a pandemia, fez o custo total da obra subir para R$ 75 milhões. A situação só foi destravada no final de 2024, quando um acordo judicial garantiu que o preço não subiria mais e definiu um prazo final para o término dos trabalhos.