Obras da Avenida Constantino Pialarissi serão paralisadas por quatro meses
Prefeitura questiona na Justiça valores cobrados por proprietários dos terrenos para desapropriação
A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Obras, decidiu suspender temporariamente as obras de duplicação da Avenida Constantino Pialarissi, no Jardim Columbia. A medida foi definida em comum acordo com a empresa responsável pela execução do projeto e terá duração de 120 dias.
A suspensão tem como objetivo garantir a execução da obra, evitando prejuízos financeiros ao Município. De acordo com uma nota enviada pela Prefeitura, uma série de fatores comprometeu o cronograma inicialmente previsto, tornando necessária a interrupção dos trabalhos para readequação técnica e administrativa.
Entre os principais motivos está o excesso de chuvas registrado entre o final de 2024 e o início de 2025, que impactou de forma significativa o planejamento da construtora e atrasou o início efetivo das intervenções. Além disso, a Prefeitura questiona judicialmente os valores solicitados para depósito em juízo referentes a algumas desapropriações necessárias para a obra. Segundo o Município, os montantes apresentados chegaram a dobrar em relação às avaliações iniciais.
Outro ponto que contribuiu para a decisão foi a necessidade de aguardar a liberação de licenças ambientais junto ao Instituto Água e Terra (IAT), etapa indispensável para a continuidade do empreendimento.
Diante disso, a suspensão temporária foi adotada como alternativa para que a Prefeitura possa dar celeridade à resolução das pendências judiciais e ambientais, além de evitar a demora do processo e possíveis gastos adicionais.
A obra começou em agosto de 2024 e deveria ser entregue no final do ano passado, porém apenas 38% do serviço foi realizado até o momento.
O investimento desse serviço é de pouco mais de R$ 33 milhões e o projeto contempla uma extensão de cerca de 2,5 quilômetros, que vai das proximidades da reitoria da UEL (Universidade Estadual de Londrina) até a região dos condomínios. O recurso vem de um financiamento da Prefeitura junto à Caixa Econômica Federal, mais uma verba do Fundo Municipal de Saneamento.