Obras paradas travam trânsito e geram queixas na zona sul de Londrina
Prometidas para aliviar o fluxo no Oitão da Madre e na rua Constantino Pialarissi, melhorias seguem no papel por impasses judiciais e falta de licenças
Os motoristas que circulam pelas regiões oeste e sul de Londrina continuam enfrentando dificuldades diárias devido ao atraso em obras viárias estratégicas.
Um dos principais gargalos está no chamado "Oitão da Madre", um ponto crítico para quem tenta acessar a rodovia PR-445. Embora a prefeitura tenha sinalizado ainda no ano passado que faria intervenções para melhorar a fluidez no local, o projeto não saiu do planejamento. A justificativa inicial era evitar transtornos durante as festas de fim de ano, mas, já em abril de 2026, após o Carnaval e a Páscoa, nenhuma máquina foi vista no trecho.
A situação é semelhante na rua Constantino Pialarissi, via que conecta a Universidade Estadual de Londrina (UEL) a uma área de condomínios em plena expansão na zona sul.
Neste caso, a obra está oficialmente suspensa desde o início de fevereiro, com previsão de retomada apenas para junho. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, a paralisação de 120 dias foi necessária para proteger os cofres públicos. O município questiona na Justiça os valores das desapropriações de terrenos, que chegaram a dobrar em relação ao preço avaliado inicialmente.
Além do impasse financeiro e jurídico, outros fatores contribuíram para o atraso cronológico. A prefeitura alega que o excesso de chuvas registrado entre o final de 2024 e o começo de 2025 prejudicou o ritmo da construtora responsável. Somado a isso, o projeto ainda depende da liberação de licenças ambientais emitidas pelo Instituto Água e Terra (IAT).
Enquanto os processos burocráticos e as disputas judiciais se desenrolam, os moradores e condutores seguem convivendo com congestionamentos e a falta de uma ligação eficiente entre os bairros das zonas oeste e sul.