SEGUNDA, 19/10/2026, 11:02

Operação da PF contra o Comando Vermelho prende vereador carioca em Londrina

Investigação descobriu esquema comandado pela facção criminosa para a exploração de serviços de internet em comunidades do Rio de Janeiro. Ao todo, 47 mandados judiciais são cumpridos

Um dos mandados judiciais da Operação Backbone, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (19), foi cumprido em Londrina. As equipes prenderam o vereador carioca Fabio Silva (Podemos), que veio para a cidade, com a esposa e o filho, participar do casamento de um conhecido. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

De acordo com as investigações, o parlamentar é acusado de participar de um esquema, gerenciado pelo Comando Vermelho, relacionado à exploração dos serviços de internet em comunidades do Rio de Janeiro. Ao todo, a operação cumpriu 23 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé, além de Londrina.

De acordo com a PF, a facção criminosa mantinha provedores de internet ligados ao tráfico nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. O esquema intimidava a população a contratar os serviços e coagia as empresas de telecomunicações a pagar por um "pedágio" para continuar operando nas comunidades. Os recursos arrecadados, ainda conforme as investigações, ajudavam a financiar outras atividades criminosas do grupo. Além disso, os criminosos atuavam cortando cabos e incendiando caixas de distribuição das operadoras concorrentes, que também eram impedidas de realizar os reparos.

A operação cumpriu um mandado de prisão contra o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que já estava preso, mas continuava a controlar as atividades da facção do interior do presídio. As equipes também prenderam a mãe e o irmão do rapper Oruam. A operação também conseguiu, na Justiça, o bloqueio de R$ 558 milhões em valores e bens ligados ao Comando Vermelho.

Além do bloqueio, foi determinada a suspensão das atividades das empresas investigadas. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também deverá cassar a autorização dos provedores. Os investigados poderão responder por domínio social estruturado, extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, exploração clandestina de telecomunicações e lavagem de dinheiro.

Por Guilherme Batista

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