QUINTA, 17/09/2026, 08:41

Pai de Eduarda Shigematsu admite, durante julgamento, ter matado a filha

Ricardo Seidi sempre negou o assassinato, mas voltou atrás e confessou o crime enquanto era interrogado. Júri popular, que tem a avó da menina também no banco dos réus, continua a ser realizado nesta quinta-feira

Ricardo Seidi, julgado pelo assassinato e a ocultação do cadáver da própria filha, Eduarda Shigematsu, admitiu, pela primeira vez, enquanto era interrogado no Tribunal do Júri, em Maringá, na noite dessa quarta-feira (17), que matou a menina. O interrogatório do acusado durou poucos minutos. Ele apenas admitiu que cometeu o crime e afirmou, posteriormente, que ficaria em silêncio e não responderia aos demais questionamentos. A avó de Eduarda, Terezinha de Jesus Guinaia, julgada por ocultação de cádaver e falsidade ideológica, participa da sessão de forma remota e também será interrogada. Os trabalhos foram suspensos logo depois do interrogatório de Seidi, com previsão de retomada para a manhã desta quinta-feira (18). Os próximos passos são as considerações finais dos advogados de defesa e dos assistentes de acusação. Logo depois disso, os jurados se reunirão para definir se Seidi e Terezinha são ou não culpados.

Seidi responde por ocultação de cadáver e homicídio triplamente qualificado. Até a confissão, ele sempre havia negado o homicídio, mantendo a versão de que Eduarda teria tirado a própria vida e que, em um ato de desespero, teria enterrado o corpo da filha nos fundos de uma casa de propriedade dele, em Rolândia, em abril de 2019. Terezinha, por sua vez, sempre negou tudo.

Durante o julgamento, um médico-legista foi ouvido e confirmou que não foram encontradas marcas de corda no pescoço da menina, o que afasta a hipótese de ela ter morrido por enforcamento, a principal alegação de Seidi. De acordo com o especialista, Eduarda apresentava hematomas semelhantes aos de uma esganadura. Também foram ouvidos policiais e delegados que investigaram o caso e a diarista que trabalhava para a família Shigematsu.

O primeiro dia de júri popular foi acompanhado de perto pela mãe de Eduarda, Jessica Pires. A família materna da menina acredita no envolvimento tanto de Ricardo como de Terezinha no crime e pede para que os dois sejam condenados.

Por Guilherme Batista

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