SEGUNDA, 06/05/2019, 18:21

Prefeito de Rolândia disse que não sabe se vai recorrer do pedido da justiça em bloquear os bens dele

Luiz Francisconi Neto, ressalta que não tem na conta ou em patrimônio o valor superior a R$ 8 milhões solicitados para bloqueio.

A justiça determinou, pela segunda vez, o bloqueio de bens do prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto e de uma empresa de ônibus, que foi contratada pela prefeitura e é alvo de investigação do Ministério Público (MP). O bloqueio pode chegar a R$ 8,3 milhões, valor que pode ser usado – em caso de condenação – para ressarcir os cofres públicos.

Segundo o MP, ele teria cometido os crimes de improbidade administrativa, dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação dos princípios da administração pública ao contratar essa empresa para fazer o transporte escolar municipal. De acordo com a promotoria, mesmo sabendo da situação irregular com a prefeitura, ele fez um aditivo ao contrato.

De acordo com o prefeito Luiz Francisconi Neto, alega que um novo processo de licitação foi reaberto para contratação de uma nova empresa que deverá atender os estudantes que necessitam do transporte escolar. Assim como, o transporte público.

Ainda de acordo com Francisconi, não há uma decisão se ele vai recorrer da decisão do bloqueio de bens. Ele alega ainda que os R$ 8 milhões que foram bloqueados, não existem na conta dele, os valores são totais referentes a ação.

Em março, a Justiça ordenou o bloqueio de bens de Francisconi Neto no valor de R$ 1,3 milhão no âmbito da Operação Patrocínio.

Em setembro do ano passado, o prefeito foi afastado do cargo e começou a usar tornozeleira eletrônica. Em fevereiro, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) autorizou a retirada do monitoramento e retorno ao cargo.

Por Bruno Carraro

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