Prefeitura reforça atendimento no PAI após superlotação e morte de criança
Pais relataram demora superior a 12 horas por atendimento no Pronto Atendimento Infantil. Caso envolvendo morte de uma criança também passou a ser apurado
O aumento repentino na procura pelo Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Londrina, provocou superlotação, longas filas e revolta de famílias nos últimos dias em Londrina. Em meio a espera prolongada, um caso envolvendo a morte de uma criança depois de atendimento na unidade passou a ser investigado e ampliou a pressão sobre a saúde municipal.
Pais relataram permanência superior a 12 horas na unidade pediátrica durante o pico de atendimentos registrado entre segunda e terça-feira. O prefeito Tiago Amaral classificou a situação como um episódio “fora da curva”.
De acordo com o prefeito, a Secretaria Municipal de Saúde adotou medidas emergenciais para tentar reduzir as filas, incluindo reforço no número de pediatras e reorganização do fluxo de atendimento.
Durante a entrevista, Tiago Amaral também foi questionado sobre o caso da criança de dois meses que morreu após passar por atendimento, situação que está sendo apurada pelas autoridades e pela própria Secretaria de Saúde.
A Prefeitura informou que irá analisar tecnicamente as causas do aumento expressivo de atendimentos, incluindo possível impacto de doenças respiratórias típicas do período de frio e cobertura vacinal.
O caso da criança segue sob apuração. A certidão de óbito da bebê aponta septicemia, também conhecida como sepse ou infecção generalizada, como causa da morte da criança.
A bebê chamada Lavinne morreu na manhã de quarta-feira (13), no Hospital Universitário (HU), após passar por dois atendimentos no Pronto Atendimento Infantil (PAI).