QUINTA, 18/06/2026, 15:18

Procon acompanha denúncias contra oficina investigada pela Polícia Civil em Londrina

Órgão já recebeu 11 reclamações de consumidores e não descarta medidas mais rígidas, incluindo possível interdição do estabelecimento

A fiscalização realizada pelo Procon de Londrina em uma oficina investigada pela Polícia Civil ocorreu após uma operação que resultou na prisão em flagrante de três funcionários do estabelecimento. Durante a vistoria, realizada a pedido da polícia, os fiscais não encontraram irregularidades administrativas no local. Segundo o órgão, não havia veículos em manutenção no momento da inspeção e os responsáveis já tinham conhecimento da visita.

Apesar disso, o caso continua sendo acompanhado pelas autoridades devido ao aumento no número de reclamações registradas por clientes. De acordo com o gerente de fiscalização do Procon, Bruno Lopes, o órgão já recebeu 11 denúncias relacionadas à oficina. As principais queixas envolvem supostas cobranças abusivas e questionamentos sobre orçamentos e serviços realizados.

O Procon informou que está recebendo consumidores que alegam ter sido prejudicados, abrindo processos administrativos e reunindo documentos que possam auxiliar tanto nas investigações quanto nas medidas adotadas pelo órgão. Segundo Lopes, é importante que os clientes apresentem provas, contratos, comprovantes de pagamento e, sempre que possível, boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil.

O órgão também segue monitorando a atuação da empresa para verificar se novos clientes estão sendo atendidos e se há registros de novas reclamações. A possibilidade de uma eventual interdição da oficina não está descartada, mas dependerá da análise dos documentos apresentados pelos consumidores e do avanço das investigações.

O Procon orienta ainda que pessoas que já efetuaram pagamentos ou possuem parcelas em aberto procurem atendimento para receber orientações sobre seus direitos e sobre as medidas que podem ser adotadas em cada situação. As denúncias podem ser feitas presencialmente, por e-mail ou pelos canais de atendimento do órgão.

Por João Gabriel Rodrigues

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