SEXTA, 10/04/2026, 15:58

Professora é presa por matar companheiro a facada durante discussão em apartamento

Caso ocorreu na noite dessa quinta-feira (9). Suspeita alegou histórico de violência, mas polícia autuou por homicídio simples e descarta, por ora, legítima defesa

Uma mulher de 34 anos, identificada com Fernanda Gomes Campano, professora temporária da rede municipal de ensino em Londrina, foi presa em flagrante na noite dessa quinta-feira (9), após matar o companheiro, de 39 anos, dentro do apartamento onde viviam, na zona norte de Londrina.

Segundo o delegado Ernandes Cezar Alves, a ocorrência foi registrada como homicídio simples, com base nos primeiros levantamentos realizados no local, perícia técnica e depoimentos colhidos ao longo da madrugada. A suspeita foi encaminhada à carceragem provisória e permanece à disposição da Justiça.

De acordo com as informações iniciais, a mulher teria ido até um bar buscar o companheiro e, ao retornarem para casa, trancou a porta do apartamento. Em posse de uma faca, ela teria impedido que ele saísse novamente, momento em que começou uma discussão entre o casal.

Durante o desentendimento, a vítima foi atingida por um golpe de faca e morreu ainda no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames de necropsia para confirmação das circunstâncias da morte.

A própria suspeita acionou ajuda logo após o ocorrido. Segundo relato, ela procurou um vizinho e acionou a polícia, permanecendo no local até a chegada das equipes de socorro, que constataram a morte.

Ainda conforme a investigação, não havia medida protetiva ativa entre o casal, nem registros formais anteriores de violência doméstica, embora a mulher tenha mencionado episódios passados que não chegaram a ser oficializados.

A polícia informou que a suspeita optou por permanecer em silêncio sobre detalhes da dinâmica exata do crime durante o interrogatório. Testemunhas e vizinhos ainda devem ser ouvidos para complementar a apuração.

Apesar da alegação de histórico de conflitos, a autoridade policial afirmou que, neste momento, não há elementos que indiquem legítima defesa. Depois de encerradas as investigações o caso vai seguir para análise do Ministério Público e, posteriormente, poderá ser julgado pelo Tribunal do Júri.

Por Paulo Andrade

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