Professores da UEL mantêm estado de greve e aguardam resposta do estado
Docentes voltam a se reunir no dia 1º de abril para deliberar sobre os rumos do movimento; Governo afirma que não há espaço para novas negociações salariais no momento
Em assembleia realizada na quinta-feira (26), os docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram pela manutenção do estado de greve e da assembleia permanente. A categoria, que reivindica uma reposição salarial de 52,18%, marcou um novo encontro para o dia 1º de abril, quando os rumos do movimento serão novamente avaliados. Segundo as lideranças sindicais, a continuidade da mobilização é reflexo da ausência de uma resposta oficial do Executivo estadual para a abertura de uma mesa de negociações.
O movimento da UEL segue alinhado às demais universidades estaduais do Paraná, que também discutem ações conjuntas e a preservação do estado de alerta. A estratégia de manter a assembleia em caráter permanente permite que novas deliberações ocorram a qualquer momento, condicionadas ao avanço ou estagnação do diálogo com o Palácio Iguaçu.
Por outro lado, o governador Ratinho Júnior descartou, em declarações recentes, a possibilidade de novas concessões imediatas. O chefe do Executivo relembrou a implementação do plano de carreira das universidades estaduais há cerca de dois anos, classificando-o como um avanço significativo que teria garantido aumentos expressivos para a classe. Ratinho Júnior enfatizou que sua gestão prioriza o atendimento à população em detrimento de demandas sindicais, pontuando que qualquer complemento salarial futuro dependerá exclusivamente da viabilidade financeira do estado, sem comprometer a saúde das contas públicas paranaenses.
Enquanto o impasse persiste, as instâncias governamentais mantêm cautela sobre o tema. Procurada para comentar o posicionamento dos docentes e a possibilidade de abertura de diálogo, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) informou que não irá se pronunciar no momento.