TERCA, 05/05/2026, 11:16

Queda nas temperaturas reacende a importância da vacinação contra o vírus sincicial respiratório

Com quase 3 mil gestantes imunizadas em Londrina, estratégia busca reduzir casos graves de bronquiolite e internações no período de frio

A vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) tem avançado em Londrina, com quase 3 mil gestantes já imunizadas. A estratégia, adotada pela Secretária Municipal de Saúde, tem como principal objetivo proteger os recém-nascidos, público mais vulnerável às complicações causadas pelo vírus, especialmente durante os meses mais frios do ano. A aplicação ocorre diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e integra um conjunto de ações preventivas para reduzir internações e óbitos infantis.

De acordo com a enfermeira e coordenadora de imunização de Londrina, Carla Mazei,  2.970 gestantes já receberam a dose. A vacina é indicada a partir da 28ª semana de gestação e pode ser aplicada até os dias que antecedem o parto.

O VSR é um dos principais responsáveis por infecções respiratórias em crianças pequenas, podendo evoluir para quadros graves. Entre as complicações mais comuns estão a bronquiolite e pneumonia, que frequentemente exigem internação hospitalar.

Para casos em que a mãe não recebeu a vacina, há alternativa para bebês de risco, como prematuros ou com comorbidades, que podem receber o anticorpo monoclonal, disponível em maternidades e mediante prescrição médica.

Com uma média anual de 6.500 nascimentos no município, a cobertura vacinal já é considerada positiva, mas ainda não atinge a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de atingir 80% das gestantes. Além disso, a vacinação não impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente a gravidade dos casos.

A circulação do vírus tende a aumentar no inverno, quando ambientes fechados favorecem a transmissão. Nesse contexto, a vacinação ganha ainda mais relevância como medida preventiva.

A imunização está disponível durante todo o ano para gestantes, sem necessidade de campanhas sazonais. Já para crianças com comorbidades, a aplicação do anticorpo ocorre principalmente entre fevereiro e agosto, período de maior circulação viral. A orientação é que as gestantes procurem a UBS mais próxima com a caderneta de pré-natal para garantir a proteção.

Por Paulo Andrade

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