QUARTA, 12/08/2026, 10:18

Secretaria do Ambiente investiga morte de peixes no lago Igapó

Falta de oxigenação que matou animais pode ter sido causada pelo despejo clandestino de esgoto nas águas. Arquiteto que apresentou projeto para melhorias no lago defende participação direta da população na preservação da área

A Secretaria Municipal do Ambiente investiga a morte de peixes no lago Igapó 1, em Londrina. Diversos cardumes foram encontrados na área nas últimas semanas. Os animais morreram em decorrência da falta de oxigenação, que, segundo a Sema, pode ter sido causada pelo despejo clandestino de esgoto na área. Amostras já foram recolhidas por técnicos da secretaria e enviadas para análise no Instituto Água e Terra (IAT). A CBN tentou contato com o secretário do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira, com o objetivo de apurar mais detalhes dos trabalhos, mas não obteve retorno até o momento.

O arquiteto e urbanista Thiago Zani, responsável por um projeto que prevê melhorias para o lago Igapó, disse ver com preocupação a morte dos peixes e defendeu rigor na investigação do caso.

No ano passado, uma construtora e um condomínio da região já haviam multados pela Sema pelo despejo de esgoto no lago Igapó. O valor das infrações, na época, foi de cerca de R$ 5 milhões.

Para Zani, o poder público também precisa investir em ações preventivas, que, no entendimento dele, devem ser feitas com a participação direta da sociedade.

O projeto do arquiteto para o lago Igapó, denominado "Sementes do Centenário", foi o vencedor do Concurso Marco 100 Anos de Londrina, em dezembro do ano passado. A iniciativa prevê a instalação de passarelas flutuantes e espaços de convivência no entorno da área, além dos chamados jardins filtrantes, formados por plantas aquáticas nativas que, segundo Zani, vão ajudar a "limpar" as águas e, consequentemente, revitalizar o espaço.

Por Guilherme Batista

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