Sindicato diz que medidas da prefeitura são paliativas e precarizam transporte coletivo
Entidade reitera que, se houver atraso no pagamento de salários, categoria vai entrar em greve na cidade
O presidente do Sinttrol, sindicato que representa os motoristas do transporte coletivo em Londrina, José Aparecido Faleiros, comentou, em entrevista à CBN nessa quinta-feira (2), as medidas, anunciadas pela prefeitura, para conter o déficit de R$ 205 milhões previsto para o ano de 2026.
Entre as medidas, estão ajustes em linhas "ociosas" de ônibus e a diminuição, de R$ 170 milhões para R$ 50 milhões, do valor do subsídio anual repassado às empresas para o custeio do sistema. Faleiros disse ver com preocupação o movimento do poder público em relação ao transporte coletivo. Ele definiu as medidas como paliativas e destacou que elas podem precarizar o serviço oferecido aos usuários.
Questionado se as mudanças podem gerar demissões, Faleiros disse acreditar que não, uma vez que, conforme ele, o sistema já opera com menos trabalhadores do que deveria em razão da falta de mão-de-obra.
Ainda segundo o presidente do Sinttrol, o movimento por parte do município não deve gerar o efeito esperado, já que as mudanças previstas, no entendimento dele, não farão nenhuma diferença nas principais despesas do sistema, que são a folha de pagamento dos funcionários, a frota renovada e o consumo de combustível.
Faleiros reiterou que, se houver atraso no pagamento de salários e benefícios, em razão dos ajustes, os motoristas entrarão em greve na cidade. Por outro lado, ele disse que as empresas garantiram, à categoria, que não haverá interrupções. No entendimento do sindicalista, os trabalhadores não podem sofrer de forma antecipada.
Em nota, a Grande Londrina informou que vai continuar cumprindo as obrigações trabalhistas com todos os colaboradores e vai pagar os salários de setembro. A empresa também disse que são falsos os vídeos e notícias divulgados nas redes sociais e em aplicativos de mensagem anunciando greve por atraso de salários. Ainda conforme a TCGL, os ônibus continuam circulando normalmente em todas as linhas.