SEGUNDA, 03/09/2018, 06:10

Sintracom entra com ação no Ministério Público do Trabalho contra empresa que é responsável pela reforma das obras da PEL II

Seis operários estão sem receber salários e afirmam que as obras de custo milionário ao governo do estado estão paralisadas.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina – Sintracom entrou com ação no Ministério Público do Trabalho contra a empresa contratada para ampliar as estruturas da Penitenciária Estadual de Londrina – PEL II.

De acordo com o advogado Jorge Custódio, que representa o sindicato, pelo menos seis profissionais que atuavam nas obras foram dispensados das atividades, porque as obras estão paralisadas. Os mesmo alegam falta de pagamento dos direitos trabalhistas e de salários, até mesmo porque atuavam sem registro. Outra denuncia grave é que os trabalhadores são de outra cidade e receberam acomodações da própria empresa, porém as condições do local são precárias, os trabalhadores vivem de forma insalubre. Os funcionários vieram de Imbaú, e deveriam ganhar R$ 100 por dia trabalho, mas tudo informal.

Após essas denuncias, o Sindicato entrou com ação contra a empresa no Ministério Público do Trabalho, mas ainda aguarda nova negociação com a empresa para pagar os funcionários.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná informa que a referida empresa venceu a licitação no valor de R$ 2,4 milhões, tendo recebido R$ 1,7 milhão.

Quanto às denúncias de problemas na relação da empresa com os empregados, a secretaria informa que se comprovada qualquer irregularidade ou cometimento de crime o contrato pode ser rescindido, com base na legislação específica.

O contrato até 2019, permanece vigente.

O governo do estado não respondeu os questionamentos da nossa reportagem sobre a fiscalização da obra e se existe conhecimento de que pessoas estão trabalhando na obra sem registro para a empresa contratada pelo governo, ou se na licitação previa alguma sansão nesses casos irregulares.

As obras começaram em fevereiro e o governo do estado não sabe nem ao certo o que já foi feito até então.

Representantes da Servo Construções Civis não responderam aos nossos recados.

Por Bruno Carraro

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