SEXTA, 26/02/2021, 16:18

Superlotado e à beira de um colapso, HU admite possível falta de respiradores para acomodar novos infectados pela Covid-19

Hospital alerta que já opera no limite, utilizando equipamentos e insumos da chamada reserva técnica, e que corre o risco de ficar sem condições de receber mais pacientes.

A diretoria do Hospital Universitário de Londrina voltou a conceder uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (26) para reiterar que a instituição, a segunda maior do Paraná e a principal referência para o tratamento de coronavírus do norte do estado, continua operando no limite, com os leitos superlotados e cada vez mais próxima de um colapso. No pronto-socorro, a lotação foi de quase 200% esta semana. Nesta sexta, o índice de ocupação dos leitos de enfermaria exclusivos para pacientes Covid era de 104%, e o de UTI de 98%. Ou seja, o hospital tem precisado se desdobrar para receber novos pacientes, que não param de chegar.

 

Somente na quinta-feira (25), cerca de 30 pacientes com coronavírus, necessitando de leitos de UTI, passaram pela Central de Regulação na região. Eles precisaram ser acomodados em hospitais de outras cidades e, também, no pronto-socorro do próprio HU. Atualmente, cerca de 15 pacientes aguardam no setor por vagas na Terapia Intensiva, três deles entubados. As informações foram detalhadas na coletiva pela superintendente do Hospital Universitário, Vivian Feijó.

 

Ela voltou a alertar que a instituição opera no limite, utilizando equipamentos e insumos da chamada reserva técnica, que todos os 120 respiradores até então disponíveis já estão sendo utilizados, e que, se a situação continuar piorando, podem faltar equipamentos para acomodar novos infectados em breve.

 

A superintendente também destaca que todos os leitos extras que poderiam ter sido abertos no hospital já foram criados, e que não há espaço físico, muito menos equipes disponíveis, para possíveis novas ampliações.

 

Vivian garantiu ainda que, até o momento, nenhum paciente morreu no hospital por conta da falta de assistência, mas que a chance disso acontecer aumentou bastante nos últimos dias.

 

A superintendente também voltou a fazer um apelo à população, pedindo para que as medidas sanitárias sejam respeitadas, e que, nas próximas semanas, os moradores só saiam de casa se for realmente necessário.

Por Guilherme Batista

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