Tiago Amaral diz que ainda não há dinheiro em caixa para 13º e reajuste dos servidores
Prefeito garantiu que os pagamentos do funcionalismo "são prioridade". Ele também atualizou o plano de contingenciamento e os repasses às empresas do transporte coletivo
A prefeitura continua atrás de formas de incrementar o próprio caixa para pagar o 13º dos servidores, ainda este ano, e garantir que eles recebam a chamada recomposição inflacionária em 2027. A Lei Orçamentária Anual (LOA) do município, em tramitação na Câmara de Vereadores, não prevê o reajuste de 4,3%, mas isso não quer dizer que a reposição não será concedida, conforme a prefeitura. O prefeito Tiago Amaral reiterou que os pagamentos do funcionalismo "são prioridade" da administração dele. No entanto, o chefe do Executivo voltou a condicionar os repasses à situação financeira da prefeitura, que estima fechar 2026 com um déficit de R$ 205 milhões.
A crise financeira foi revelada pela prefeitura no final de setembro, junto com um plano de contingenciamento para fazer frente ao problema. Desde então, contratos foram reajustados e horas extras limitadas. Tiago Amaral garantiu que os resultados do corte de gastos já "começaram a aparecer".
O plano de contingenciamento passa diretamente pelo subsídio do transporte coletivo, que também foi limitado pelo poder público. Dos R$ 177 milhões previstos para este ano, foram repassados R$ 100 milhões até o momento. E, se depender do prefeito, vai ficar nisso.
Outra mudança prevista envolve linhas de ônibus consideradas ociosas pela prefeitura. A ideia seria diminuir os intervalos das viagens e, assim, otimizar os recursos gastos para mantê-las rodando. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou, recentemente, que essas mudanças ainda estavam sendo definidas com as empresas. O prefeito não soube dizer quando é que elas serão colocadas em prática.