QUARTA, 06/10/2021, 19:14

Uma história que se mistura com a da própria cidade

Na quarta reportagem da série sobre os 50 anos da Universidade Estadual de Londrina, vamos mostrar como a produção cultural da UEL, com seus diversos espaços e projetos, se confunde com a de Londrina.

Desde sua criação, em 1971, até se tornar Casa da Cultura, sete anos se passaram. Vinculada ao Centro de Educação, Comunicação e Artes, se tornou uma espécie de elo da UEL com a produção artística da cidade. Ao longo dessas cinco décadas, foram muitos e muitos projetos, festivais, mostras e outras atividades. Entre os eventos que marcaram e fazem parte dessa história cultural, o Londrina Mostra de Teatro e Circo, o Arte Londrina e tantos outros. Sem falar nas grandiosas parcerias com o Festival Internacional de Londrina, o FILO; e o Festival Internacional de Música de Londrina.

Além de promotora e parceira de tudo isso, a UEL também abriga alguns espaços que se confundem com a própria história da cidade, como o Cine Teatro Ouro Verde, o espaço das Artes Cênicas, na Avenida Celso Garcia Cid, o popular Barracão Vermelho, além das Divisões de Artes Visuais e de Música, que recentemente passaram para a rua Pernambuco, explica a diretora da Casa de Cultura da UEL, Maria Helena Ribeiro Bueno.

Se os cinquenta anos foram de muitas contribuições para a cultura londrinense, também houve perdas, como a do tradicional Cine Com-Tour, no cento comercial de mesmo nome, que fica na avenida Tiradentes e foi desativado em agosto do ano passado.

Entre todos os “patrimônios culturais” da universidade, a Orquestra Sinfônica talvez seja o principal símbolo dessa união entre a cidade e a UEL, afirma Maria Helena Bueno.

Apesar de não ter estudado na universidade, o secretário Municipal de Cultura, Bernardo Pelegrini, tem uma longa relação com a produção artística da UEL e de Londrina e diz que a história da cultura da cidade pode ser dividida em antes e depois da universidade.

Criador do Programa Municipal de Incentivo à Cultura, o PROMIC, quando foi secretário da área pela primeira vez, no início dos anos 2000, Pellegrini fala com entusiasmo do teatro Ouro Verde, do FILO e da relação entre a UEL e a produção cultural da cidade, para ele resultado dos mais diferentes sotaques.

Entusiasta da produção cultural da Universidade e do jeito londrinense de fazer arte, Pellegrini também destaca o trabalho e o legado da Orquestra Sinfônica para a cidade nessas cinco décadas.

Por Marcos Garrido

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