Vereadora de Tamarana pode ter mandato cassado
Angélica de Lima Oliveira (PSD) é investigada por quebra decoro parlamentar e alega estar sofrendo perseguição política e de gênero
Na manhã desta quinta-feira (6), será realizada a sessão de julgamento que deve decidir pela cassação ou não do mandato da vereadora e procuradora da Mulher, Angélica de Lima Oliveira (PSD). A parlamentar responde a um processo administrativo por possível quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi apresentada pelo munícipe Odair José de Oliveira, que afirma ter sido intimidado pela vereadora enquanto acompanhava uma sessão na Câmara Municipal, no dia 3 de agosto. Segundo o relato, o episódio ocorreu na presença de outros parlamentares.
A vereadora, por sua vez, apresenta outra versão dos fatos. Ela afirma que estava tomando café quando foi ridicularizada pelo denunciante. Em reação, teria dito: “[...] eu vou buscar os meus direitos se você não parar de denegrir a minha imagem”. Na sequência, retornou à bancada de vereadores.
A Comissão Processante, responsável por apurar a possível quebra de decoro parlamentar, foi formada na última quarta-feira (4). Dois dos três integrantes votaram a favor da continuidade do processo, que será submetido ao plenário. A sessão está marcada para às 11h45 e vai decidir entre a cassação do mandato e o arquivamento da denúncia.
Dois dias após o episódio envolvendo o munícipe, seis vereadores apresentaram uma moção de repúdio à suposta conduta de Angélica.
Entre os autores da moção estão Mário Cesar Fabiano (PSDB) e Anauto Souza de Gouvea (Republicanos). Os dois tiveram os celulares apreendidos pela Polícia Federal em março deste ano, durante a Operação Liberdade Democrática, que investiga uma suposta perseguição sofrida por Angélica e pela vereadora Jislaine Ferraz (MDB).
Repórter Giovana Valério