10 anos depois, alto volume do Ribeirão Três Bocas volta a assustar moradores
Enchente de 2016 destruiu Parque Ecológico Daisaku Ikeda, que segue fechado até hoje
2026 caminha para ser um dos anos mais chuvosos de Londrina nas últimas décadas. Do dia 1º de janeiro até o momento, já choveu cerca de 1.800 mm de água. Somente nos primeiros 14 dias de outubro, já choveu 241 mm, superando a média histórica para todo o mês, que é de 171,6 mm.
Com o aumento da chuva, a vazão dos rios e ribeirões também aumenta. Por causa disso, moradores do Três Bocas, na zona sul de Londrina, estão com medo da força do ribeirão. Em vídeos encaminhados para a equipe de reportagem da rádio CBN, é possível ver que o volume e a força da água aumentaram consideravelmente, inclusive passando pela barragem.
De acordo com Juliana Medeiros, vice-presidente da associação de moradores do Três Bocas, neste momento, o que mais preocupa é uma rachadura ao lado da ponte, onde as pessoas circulam com frequência.
A Defesa Civil foi até o local fazer a vistoria nessa quarta-feira (14) e informou aos moradores que a ponte está sendo monitorada desde 2023 e está na lista de obras de manutenção da Prefeitura. O órgão ainda garante que laudos técnicos do mês de agosto mostram que essa fissura na estrutura da ponte não representa um risco maior e que as obras de manutenção serão para prolongar a vida útil da ponte.
O local gera preocupação depois da enchente do dia 11 de janeiro de 2016. Na época, a forte chuva que atingiu o Parque Ecológico Daisaku Ikeda levou ao rompimento das bordas da barragem e da passarela da antiga usina, gerando uma grande erosão. Desde então, o local ficou abandonado e segue fechado. A própria sede administrativa foi se deteriorando com o tempo, virando alvo de vandalismo e depósito de lixo.
Em agosto deste ano, a Prefeitura de Londrina abriu licitação para contratar a empresa que será responsável pela elaboração dos projetos completos para a reconstrução do Parque. O valor estimado do contrato é de R$ 411.376.
Entre os serviços previstos estão projetos arquitetônicos, urbanísticos e estruturais, que já devem utilizar a metodologia BIM, que permite integrar informações e etapas da construção em um modelo digital.
Em consulta ao site de licitações da Prefeitura de Londrina, não constam propostas nem vencedores, uma vez que o processo licitatório foi encerrado no fim do mês passado.